22 de jun de 2011

Crítica: Imin Matsuri de Curitiba 2011


Eu posso estar meio equivocado com a crítica que fiz abaixo (ou então estou ficando véio mesmo :)), mas quero deixar minha opinião sobre este último Matsuri realizado em Curitiba.

Já fazem alguns anos que não me empolgo mais com esses "matsuris" curitibanos que a comunidade nippo-brasileira de Curitiba tem realizado. As festas, que deveriam ser motivo de confraternização e união do povo japonês com os descendentes e com os brasileiros, têm sofrido uma conotação distorcida em direção a uma mentalidade de vulgarização e consumismo sem precedentes.

Explico: Fui neste último sábado à tarde conferir o "Imim Matsuri" que foi realizado ao lado do museu Oscar Niemeyer, perto dos órgãos públicos municipais e estaduais, no bairro Centro Cívico. O dia, realmente estava bom, o que pelo menos, a festa não foi prejudicada. Ao chegar nas redondezas, já vi um monte de carros estacionados nos meio-fios das ruas, o que comprovaria uma multidão presenciando a festa. Aos redores das barracas externas da festa, já tinha um monte de adolescentes e jovens vestidos a caráter, mas não com kimonos ou wafukus, e sim, como cosplays, "Restart", gothic lolitas e ... até como punks!!! E muitos deles, sentados nas escadarias públicas e fumando. Já aí, minha primeira impressão foi considerada baixa.

Tendas e muitas tendas formavam aquele local. A tenda principal era o palco com atrações das mais variadas, desde dança típica até dança moderna meio "Rap", passando por "karaokês", da maioria J-Pop. Um ponto bom das atrações eram apresentações de dança de Okinawa e Taikôs. Passando por outras tendas, tinha quiosques com venda de camisetas de mangás e memes, mangás, cds e dvds alternativos de j-pop - j-dorama - k-dorama, lembrancinhas e enfeites orientais e até uma tenda vendendo cards, gashapons e garage-kits. A variedade desta última não chegou a me empolgar, como foi nas barracas do "Seto Matsuri". Tinha também tendas de curso de Língua Japonesa, de raciocínio dinâmico (???), origamis, shodô e bonzais. Mas nada que me chamasse realmente atenção.

Na parte de gastronomia, os organizadores montaram dois enormes toldos como "praça de alimentação". A variedade de pratos era boa. Tinha yakisoba, okonomiyaki, nigirizushi, takoyaki, etc... só que, com os toldos, o lugar ficou muito escuro. Poderia ter aproveitado o sol e ter colocado toldos transparentes.

Voltando ao público presente. A grande maioria era de adolescentes e jovens, como disse antes. Além de vestimentas variadas, muitos deles estavam mais lá mesmo é para xavecar na cara dura (ainda mais com meninas vestidas de cosplays para atiçar os rapazes). Tinha até aqueles "manés" que usavam placas se oferecendo para companhia ou apenas para uns beijinhos. Tinha famílias com crianças também, mas estas ficavam mais mesmo nas praças de alimentação ou nas tendas comerciais. Idosos não vi quase um sequer. Detalhe: os nikkeis mesmo que vi estavam nas tendas trabalhando nos pratos e nas barracas comerciais. A invasão de brasileiros sem descendência nesses matsuris é enorme. Boa parte dessa mudança de público se dá por causa da explosão da cultura Pop-Japonesa no Brasil e no mundo, com mangás, animês e j-pop.
Isso é legal porque valoriza o trabalho de uma cultura do Japão. Só que, uma das minhas críticas se dá justamente no exagero da exposição só dessa cultura pop. O Japão não é só animê e mangá!! Os "Matsuris" não são um "mini Anime Friends"!!

E mais: os organizadores parecem que não estão controlando a segurança dos eventos. Além de ter visto muitos punks com piercings e tatuagens a mostra fumando, não duvido que possa ter rolado drogas no meio. Não vi um guarda sequer nas redondezas do evento (só no museu mesmo). Pelo menos não houve algum incidente mais grave.

OBS: já deixo claro que repudio censura na liberdade de expressão, mas acho que deveria ter um bom senso para se mostrar em cada tipo de eventos. Liberdade é uma coisa, libertinagem é outra.

OBS 2: Nem tive vontade de tirar fotos, então, essas fotos do post são de outros portais.

7 comentários:

  1. "Idosos não vi quase um sequer."

    Não tinha um espelho lá? huahuahauhuahuaa

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  2. Sr. Yamada: então você foi no matsuri, né? hahahaha PS: Pare de ficar pegando nos seios da Mai Shiranui!!

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  3. Haha! Não seja tão radical, Ocho. =D~

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  4. Kano Wins!!!27/6/11 13:48

    http://www.insoonia.com/o-que-os-personagens-do-mortal-kombat-fazem-quando-nao-estao-lutando-2/

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  5. Mr. Samui28/6/11 11:49

    Oh baby, don't hurt me..
    Don't hurt me no more...

    So cold....

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  6. Puxa... Imagino e entendo seu ponto de vista, porque é o que tenho observado nos últimos eventos que estive... E isso faz uns bons anos já... Era questão de tempo até chegar em Curitiba... Não foi "por causa da idade" que parei de ir nesses eventos, mas por causa disso, dessa banalização e comercialização da cultura japonesa...
    Saudade da época dos eventos tradicionais...

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  7. Anônimo1/7/12 22:17

    ahuisha nao viu policia? era só olhar pro lado do palco que voce via duas viaturas da policia militar um pouco mais pra frente uma da guarda municipal

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