29 de fev de 2012

Animê: Usagi Drop

Breve comentário sobre o animê Usagi Drop. É uma estória que retrata o cotidiano de um rapaz chamado Daikichi, com uns 33 anos e morava sozinho. Após a falecimento de seu avô, Daikichi conhece uma garotinha de uns 5 anos que foi fruto de seu avô com uma cuidadora que morava junto. Situação estranha, porque então, a garotinha, chamada Rin, pela lógica, seria então tia de Daikichi. Como ninguém da sua família queria ter responsabilidade pela garotinha, Daikichi então, assumiria a responsabilidade de cuidar dela, como se fosse o pai.

22 de fev de 2012

A Polêmica da Meia-Entrada

Quando se criou a lei da meia-entrada, foi com o objetivo de dar o direito aos jovens estudantes um acesso mais facilitado à cultura (cinema, teatro, etc...) inclusive até para partidas de futebol nos estádios (cultura?). Porém, um dos problemas da meia-entrada começa com a tendência de "espertinhos" fraudarem carteirinhas de estudantes para conseguir descontos. Até existe um esquema de falsificação dessas carteirinhas, como todo documento pessoal. Tudo em nome da tal "Lei de Gerson", enraizado nos costumes brasileiros.

13 de fev de 2012

Valorize o produto brasileiro... desde que seja de qualidade (e preço competitivo)

Com a globalização recente e a importação superando a exportação em nosso país em 2011, não é de se estranhar que temos muitas, mas muitas mercadorias "made by gringos" no comércio brasileiro, especialmente mercadorias chinesas. Com a valorização do Real e mercado cada vez mais competitivo, os produtos importados têm se destacado no Brasil com preços mais atrativos e até com qualidade mais aceitável (produtos chineses, por exemplo). Com esse cenário, voltamos aquela velha ideia de que os produtos importados estão tirando os empregos de muitos funcionários de fábricas nacionais, etc...

Eu, particularmente, tento valorizar os produtos brasileiros, claro. Os produtos alimentícios nacionais ainda são bem mais em conta e a qualidade ainda está no patamar aceitável. Seja de biscoitos, bebidas, enfim, alimentos em geral. A fartura na agricultura e na pecuária em nosso país dá essa predominância no ramo alimentício em nosso país. Mas e outros produtos?

Calçados, eletrônicos, produtos de informática, carros e outros produtos industrializados ainda estão bem aquém do esperado. A história brasileira já nos dizia do Brasil ser um ótimo exportador de matérias primas para outros países a preços ridiculamente baixos e um grande comprador de produtos industrializados a preços astronômicos. O chato mesmo era que a matéria prima desses produtos industrializados saíam muitas vezes do Brasil. Não tínhamos tecnologia para fabricar tais produtos, mas éramos ótimos fornecedores "naturais" de matéria prima.

Hoje em dia a história já não é tanto assim, apesar de que ainda estamos estacionados nesse patamar de "grande exportador de matéria prima". O problema já começa aí. Não temos uma cultura de desenvolvimento tecnológico, se compararmos com outros países emergentes, como a China, a Rússia e a Índia. A bela paisagem natural e a rica fonte de recursos naturais do Brasil fazem com que o brasileiro invista ainda forte no setor agrícola e mineração, mas não invista de forma maciça no setor tecnológico. Mudança de paradigmas é necessário para nosso país.

Os altos impostos e a ganância de empresários e políticos brasileiros também fazem do nosso país, o campeão de juros altos e preços de equipamentos tecnológicos. Só para se ter uma ideia, o preço do iPad no Brasil é o mais caro do mundo!! O carro fabricado no Brasil, com o mesmo modelo fabricado em outros países é muito caro. Até mesmo a diferença de um carro importado com um carro nacional não é tão gritante assim. Até publiquei faz tempo uma comparação de preços de vários produtos do Brasil em relação a outros países. Muita coisa está errada em nossa política de mercado econômico.

Eu realmente tento valorizar o produto brasileiro. Não é porque temos essa situação lamentável que vou deixar de comprar produtos brasileiros. Todos nós brasileiros temos que incentivar a economia brasileira, mas como disse no título: desde que o produto e o serviço sejam de qualidade a preço competitivo. Serviços também entram na jogada. Por exemplo, você iria preferir viajar para Fortaleza ou para o Caribe, ambos com mesmo preço de passagem? É claro que para o Caribe. Não adianta o Governo incentivar o brasileiro a viajar dentro do Brasil se os preços estão muitas vezes até mais caros do que se fosse viajar para o exterior.

Por isso que não é a toa a enorme invasão de produtos "xing-ling". O próprio Brasil favorece a entrada desses produtos. A qualidade desses produtos chineses ainda são lamentáveis, mas o brasileiro ainda prefere adquirir um desses do que pagar três ou quatro vezes mais caro a um produto nacional ou importado com selo do Inmetro. Se o "xing-ling" falhar, o brasileiro, com sua fama de "jeitinho brasileiro", dá um jeito. Aliás, esse tal "jeitinho brasileiro" se dá também por causa desses fatores. Carro velho no Brasil ainda há aos montes. Como a lei brasileira é fraca, "calhambeques" sucateados de quinze, vinte anos ainda circulam livremente.

Mas, um exemplo de progresso, mesmo que lentamente, está na empresa da marca "Positivo". Além da famosa instituição de ensino, a Positivo está no mercado de informática já a vários anos no Brasil. Para tais produtos, a Positivo ainda é sinônimo de "meia-boca", nível de qualidade um pouco acima dos "xing-ling", mas que a empresa tem melhorado consideravelmente em termos de qualidade em relação ao começo. Mas o problema do tal "custo-benefício" ainda está longe de ser "positivo". Os produtos ainda são caros, se compararmos com a capacidade e a durabilidade de seus produtos. E são mais caros que os "alternativos chineses". Um exemplo? o tal tablet Ypy da Positivo.


Enfim, este post é mais um desabafo mesmo. Com essas especificações, fica difícil tentar valorizar algum produto ou serviço brasileiro, mas não perco as esperanças de que o país possa realmente revolucionar de maneira significativa na economia, na política e no progresso.

2 de fev de 2012

Escolas Brasileiras no Japão: Futuro Incerto?

A crise econômica que assombrou o mundo no ano de 2008 deixou muita gente de cabelo em pé. No Japão, tal crise foi muito sentida, pois os nipônicos têm relações econômicas muito forte com os estadunidenses. Com isso, o Japão sentiu duramente o forte impacto da crise. Mesmo em 2011, enquanto o Japão ainda tentava se recuperar da crise de 2008, o país também foi surpreendido com a tragédia natural dos terremotos e tsunamis em março do mesmo ano, provocando comoção entre os japoneses e deflagrando uma crise ainda maior.

Com tudo isso, agora tem a questão da recente crise européia que está assombrando principalmente os outros países desenvolvidos, incluindo o Japão. 3 crises em curtos intervalos de tempo; nem mesmo um país como Japão pode não suportar por muito tempo...

Eu vejo amigos e colegas brasileiros, que estão trabalhando, estudando e morando no Japão, relatarem certas dificuldades de readaptação a essa nova realidade nipônica, principalmente entre os estrangeiros que por lá residem. Queda de horas extras nos serviços, diminuição do salário e principalmente redução de estadia para bolsistas e estudantes-pesquisadores estrangeiros no país. Por exemplo, quando fui para o Japão, tinham 4 vagas para estagiários e 1 vaga para estudante universitário da minha província. O tempo da estadia era de 9 meses para estagiários e um ano para estudante universitário. Atualmente, pelo que pesquisei, só tem uma ou duas vagas para estagiários com duração de 6 meses apenas. O Governo Japonês já não tem mais tanta verba como antes para sustentar a mesma programação de antes para os estudantes estrangeiros. Claro, a JICA (Japan International Cooperation Agency) ainda mantém seus programas de pesquisas, mas mesmo ela parece que tem reduzido algumas bolsas de estudos também.

Agora voltando para os estrangeiros-residentes (dekasseguis). Para uma família que está morando no Japão há mais de 3 anos e tem filhos pequenos, está cada vez mais complicado manter sua vida rotineira como antes. Com a jornada de trabalhos reduzidos e corte nas horas-extras, os comércios e serviços voltados para a comunidade estrangeira também são afetados. Recentemente, a única escola brasileira que funcionava na cidade de Nagoya acaba de fechar suas portas por falta de alunos e aumento da inadimplência das mensalidades escolares. Com isso, as alternativas para os pais que estavam com seus filhos nessa escola seriam:

1) Tentar ingressar seus filhos em outras escolas brasileiras, porém mais afastadas de seus domicílios;
2) Tentar ingressar seus filhos em escolas japonesas, porém tendo que enfrentar a dura realidade de ensino e cultura totalmente diferente aos seus filhos;
3) Ingressar seus filhos de volta ao Brasil para continuar seus estudos, com os pais continuando a trabalhar no Japão.

- Há ainda uma "quarta opção", mas é a pior de todas, entretanto, é a realidade, infelizmente. Muitos pais, por consequência desses problemas, simplesmente deixam seus filhos sem estudar e colocam-nos para trabalhar junto deles nas fábricas (isso quando eles conseguem, senão os filhos ficam perambulando nas ruas ou trancados em casa).

É realmente muito triste ver notícias assim, principalmente para mim, que lecionei em uma rede de ensino brasileiro durante minha estadia no Japão. Mas mesmo na época em que estava por lá, já estavam fechando as portas de muitas instituições de ensino brasileiro por falta de verba.

O Governo Japonês tenta ajudar tais instituições da melhor forma possível, criando subsídios e bolsas de estudos, meia-passagens para estudantes, transformações de algumas escolas em "miscellaneous schools", mas mesmo assim muitas instituições acabam sucumbindo.

Mas tenho fé e esperança de que os bons ventos vão voltar ao país e que a comunidade estrangeira e a sociedade japonesa possam dar continuidade digna de suas vidas. Enquanto isso, tentemos nos adaptar da melhor maneira possível tal nova realidade e aguardar quando começa a dar uma reviravolta realmente na vida cotidiana. Essa última frase encaixa também para todos nós. Gambarê!