30 de abr de 2011

J-Dorama (XI): Tokujo Kabachi!!

A história gira em torno dos empregados de uma firma de documentação e advocacia. Tamura Katsuhiro (Sakurai Sho) é um jovem com um forte senso de justiça. Embora acredite que a lei não é sempre certo, ele se torna um assistente-escrivão administrativo com o objetivo de verificar e analisar a lei para proteger os mais fracos e, em muitos casos, ambos lados da briga. Já Sumiyoshi Misuzu (a excelente Horikita Maki), uma ex-delinqüente, que agora é uma grande escrivã, odeia perder. Estudiosa e firme nas declarações, ela sempre tenta intimar seu opositor mostrando documentos legais que possam comprovar o caso. Tamura e Sumiyoshi estão sempre em desacordo, mas, gradualmente, tentam chegar a entender um ao outro.

Na história, Tamura, como sendo assistente, sempre é judiado pelos seus chefes e também pela Sumiyoshi. Não é por menos. Ele briga sempre envolvendo o lado emocional e, muitas vezes, acaba comprometendo o andamento dos casos. Por outro lado, com seus erros, acaba aprendendo cada vez mais que não é fácil ser cliente de um lado, mas acaba querendo ajudar o outro lado também, ou seja, ele tem um bom senso de justiça para os dois lados, mas que deve prevalecer a lei acima de tudo. Já a Sumiyoshi, que sempre "maltrata" o Tamura, possui uma excelente reputação e vê os casos como desafio para subir em sua carreira. Deixa de lado o sentimental e procura sempre resolver as questões do modo mais inteligente.


Esse é um dorama também envolvente, mas que utiliza também termos técnicos de advocacia, leis e contratos no Japão. Por isso, é mais um que o telespectador possa ter dificuldade em acompanhar, mesmo tendo algum conhecimento na língua japonesa. Mas é uma saga divertida e alegre, principalmente com as boas atuações da Horikita Maki (que atuou também em Nobuta wo Produce) e do Sakurai Sho. Para quem gosta de "quiz", no meio de cada episódio, há um "quiz" em que o telespectador deve acertar a resposta de perguntas com múltiplas escolhas. As perguntas envolvem detalhes do dorama em que o telespectador deve prestar atenção na história para acertar a pergunta. Quem acertar, no final de cada episódio, os próprios atores sorteiam um prêmio telefonando para a residência do acertador. Um momento de relax nos episódios. XD~


"Tokujo Kabachi!!" possui no total, 10 episódios e foi gravado pela TBS em 2010.

Bom, vejamos qual será agora meu próximo dorama...

27 de abr de 2011

Nutricionista lista os 10 piores alimentos para sua saúde

Que atire a primeira pedra quem não se rende a um fast food, salgadinho ou cachorro-quente e depois fica preocupado com as calorias que ingeriu. Mas o que pouca gente sabe é que os perigos desses alimentos vão muito além da questão estética e podem ser um risco para a saúde. Para esclarecer esses problemas, a nutricionista Michelle Schoffro Cook listou os dez piores alimentos de todos os tempos.

10º lugar: Sorvete


Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.

9º lugar: Salgadinho de milho


De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento por causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso, irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.


8º lugar: Pizza


Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

7º lugar: Batata frita


Batatas fritas contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, como também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.

6º lugar: Salgadinhos de batata


Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.

5º lugar: Bacon


Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.

4º lugar: Cachorro-quente


Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebes. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.

3º lugar: Donuts (Rosquinhas)


Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essa substância está relacionada a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contém, em média, 300 calorias cada.

2º lugar: Refrigerante


Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, “uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos”. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista.
Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

1º lugar: Refrigerante Diet


“Refrigerante Diet é a minha escolha para o Pior Alimento de Todos os Tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.
“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.

(EcoD)

Finalizando com minha opinião: Estou perdido, kkkkkk!!!!

25 de abr de 2011

Só caderneta de poupança não sustenta

Esses dias, eu tinha terminado de fazer minha declaração do IR, cujo prazo é até o final deste mês. Antes de enviar meu relatório para os servidores da Receita Federal, analisei os valores do meu patrimônio e vi que não mudou quase nada. Sabendo que a cada ano, a inflação está sempre subindo e que a inflação de 2010 subiu quase 6%, em suma, estou perdendo dinheiro depositando valores apenas nas cadernetas de poupança, cujo valor do ano passado ficou no pior patamar desde 1967: 6,9%. Resumindo, a poupança não é investimento, mas apenas um tapa-buraco da inflação que apenas compensa as perdas da mesma. E como não fico apenas sendo “poupador 100%”, logo...


Claro, a caderneta de poupança é uma forma do investidor apenas deixar “guardado” seu dinheiro sem quase risco algum (claro, se não aparecer outro Collor da vida) e sem se preocupar com altas e baixas dos valores de mercado, mas que deixou de ser um investimento isso sim deixou. Para gente de perfil “conservador”, a poupança pelo menos te dá uma certa tranqüilidade de não perder muito dinheiro e não ficar sempre obrigado a acompanhar o mercado das bolsas (coisa que muita gente odeia).

Bom, na minha opinião, a poupança jamais deve ser descartada, pois é uma garantia de manter seu patrimônio relativamente seguro, mas creio que podemos analisar outros investimentos que podem ser considerados tão seguros quanto a poupança. E já vou adiantando; dólar não é a melhor forma de investir atualmente. Essa moeda tem uma variação meio abrupta e você deve ficar sempre esperto na cotação. Atualmente, o dólar está muito baixo, que só vale a pena mesmo é comprar dólares apenas para comprar ou importar algo do exterior. Manter dólar em cash é prejuízo.


Há vários investimentos, como VGBL de renda fixa e CDB/RDB. Entretanto, só valem a pena se você pensar em ganhos a médio e a longo prazo, ou seja, invista neles e... esqueça do dinheiro (no bom sentido, claro). Não movimente nesses investimentos a curto prazo, pois as taxas de compensação são consideráveis e começa a rentabilidade após um certo tempo, isto é, na data de vencimento do título, no caso do CDB/RDB. Para o CDB/RDB, é necessário contribuir com uma certa quantia mínima para investimento. No VGBL, a contribuição é menor, mas programada mensalmente (na maioria dos casos). Por favor, quem entende de economia, me corrija!

Claro, que dá para arriscar um pouco mais e tentar ganhar mais em menos tempo como investimento em renda variável e em ações, mas isso já é outros quinhentos para quem quer se arriscar e domina o mercado financeiro.

Já vou avisando que sou meio leigo nesse assunto, mas queria apenas alertar a quem tem apenas poupança como “investimento”. Tente reservar uma quantia para outras formas de aplicação e não conte apenas com a aposentadoria do INSS. Uma previdência privada hoje em dia é quase uma obrigação.

Referências:
Aplicar em CDB/RDB
Entenda o que são PGBL e VGBL
Rentabilidade da Poupança de 2010

20 de abr de 2011

Nostalgia com Master System

Atualmente não tenho me dedicado tanto aos jogos eletrônicos como antes, mas ainda curto muito games. O videogame Master System foi um dos meus marcos para ter me tornado um gamemaníaco naquela época, justamente quando começou a explosão de novas experiências em diversão eletrônica com a guerra entre o Nintendinho 8 bits (da Nintendo) e o Master System (da Sega). Tive o prazer de ter os dois, mas, sinceramente, me diverti mais com o Master System, apesar da popularidade superior ao Nintendinho.

Mas este post não é sobre quem foi o melhor para minha opinião. E não estou querendo desmerecer o Nintendinho, pois sem ele, a Nintendo não seria a gigante dos games como é hoje. Entretanto, depois do Atari (que não tinha me chamado muita atenção), ganhei o Master System dos meus pais e a partir daí começou meu “vício”. Os jogos eram muito melhores, com imagens mais detalhadas e mais cores, sons melhores (claro, para aquela época) e games com finais. Sim, a maioria dos games da Atari não tinha fim; só acabava quando você não tivesse mais “lifes”. Fiquei vidrado no Master System tanto que o videogame foi um dos responsáveis a começar a usar óculos (claro, seria mais cômodo falar que era O ÚNICO responsável, mas...)

Pistola “Light Phaser”, óculos 3D e joystick com dois botões e um direcional... era uma maravilha. :) E, tecnicamente, era superior ao Nintendinho. Muitos jogos eram muito bons, como R-Type, Kenseiden, Jogos de Verão, Alex Kidd, Black Belt... e eram desafiantes sim. Não era fácil zerar tais games da época, ainda mais que não contavam com “saves points” como hoje em dia. Tinha que jogar na marra três, quatro horas seguidas sem parar. Acho que eu não aguentaria encarar isso novamente hoje em dia. Tem que ter “save”. Fazer o quê? Fiquei mal acostumado com os games de hoje.


Entretanto, algumas coisas me chateavam. O botão “pause” era no console e não no joystick, por isso, toda hora que queria pausar o jogo, tinha que me levantar da cadeira, ir até o console e apertar o botão “pause”. E nessa pequena "viagem" até o console, o que eu já perdi de "life"... Realmente, não era nada prático. Outra chateação era que o Master System era muito, mas muito frágil. Já tinha perdido as contas de quantas vezes fui para uma Assistência técnica da Tec Toy (representante da Sega no Brasil naquela época) para reclamar do joystick que não funcionava, das falhas no som, da tela preta contínua quando você ligava o videogame, da pistola que “engasgava”... O Nintendinho era mais robusto, nesse quesito. O cara da assistência técnica já era um “camarada” para mim de tanto visitá-lo.

Porém, tais chateações eram superadas pela diversão no Master System. Outras versões do Master surgiriam mais tarde para tentar ainda mantê-lo no mercado, devido ao sucesso dos videogames sucessores como “Mega Drive” e “Super Nintendo”, mas convenhamos, quando é lançado um videogame mais avançado, o anterior começa a ter um declínio sem volta. Hoje em dia você até encontra um Master System “turbinado” com trocentos jogos embutidos na memória em algumas lojas de brinquedos, mas agora só serve de passatempo para criancinhas de 3 a 7 anos. E encontra só no Brasil porque no resto de mundo, não acha mais. Vai saber por que...

Enfim, Master System foi um ótimo videogame, mas que agora só serve para entrar para história do videogame como um dos marcos na evolução dos jogos eletrônicos. Fica aqui meu registro.


14 de abr de 2011

J-Dorama (X): Boss

A estória desse dorama envolve um cenário de investigações criminais, onde uma equipe de investigadores, liderada pela detetive Osawa Eriko (Amami Yuki), deve solucionar diversos casos policiais. Eriko treinou na polícia de Nova Iorque ao lado do detetive Nodate Shinjiro (Takenouchi Yutaka) e com o treinamento concluído, ela passa a ser a “Boss” da equipe. Entretanto, a detetive precisa também lidar com sua própria equipe, que é, a princípio, meio “problemática” e também atrapalhada, onde cada integrante “menos aproveitado” na corporação policial do Tokyo foi deslocado para compor a equipe de Eriko. Além disso, ela também precisa conviver com outros chefes policiais “machistas” e chatos, que pegam sempre em seu pé. Vida de policial-mulher não é fácil até mesmo no Japão.

É um dorama policial, mas mescla com uma dose de comédia. Cada episódio é meio independente um do outro, ou seja, não há uma continuação fixa entre os episódios, a não ser quando um caso policial ocupe duração de dois episódios, por isso, é um dorama em que você vê um desfecho em cada episódio sem se preocupar se você viu ou não o episódio anterior.

Um detalhe técnico, é o corte brusco de tomadas nos episódios que é inovador, mas pode causar algumas “tonturas” para o expectador. Explico; quando o vídeo passa um momento de visão dos personagens, de repente muda a posição desses personagens, fazendo os “takes” abruptos, não deixando o momento do vídeo em modo contínuo. Os produtores talvez fizeram isso também para não deixar os episódios de forma monótona e deixá-los mais “dinâmicos”.

Entretanto, um outro detalhe que chama atenção é que, mesmo para quem meio que domina o idioma japonês, o dorama tem termos técnicos em que muitas vezes, somente assistindo o mesmo episódio pela segunda vez é que você consegue captar muitos detalhes e dúvidas que o espectador não captou no primeiro acompanhamento. Claro, sendo estórias de detetives, é natural mesmo que possam ficar muitas dúvidas com relação a certos detalhes de entendimento durante as investigações criminais. Quem assistiu o animê “Meitantei Conan” (Detective Conan) sabe mais ou menos como acompanhar casos policiais. Claro que varia de expectador para expectador, mas convenhamos, é diferente o público assistir filmes policiais com filmes de comédias românticas. :)

Com relação ao elenco, “Boss” tem, além de Amami Yuki (que também fez o “Around 40”) e Takenouchi Yutaka, a requisitada e talentosa atriz Toda Erika (“Code Blue”, “Nobuta wo Produce”), o ator Mizobata Junpei e o ator Tamayama Tetsuji, o Johnny Depp japonês, segundo algumas pessoas (“Bara no nai Hanaya”). Em resumo, o elenco é impecável.

Erika Toda

A primeira temporada de Boss foi transmitida pela Fuji TV em 2009, e a segunda temporada está sendo rodada este ano. Para quem curte um meio CSI comediano japonês, vale a pena conferir.

5 de abr de 2011

Lixo como Fonte Energética e Econômica

Texto com ideias do Eng. Arnaldo Reinhold

Muita gente pode não saber, mas os resíduos domésticos, industriais, hospitalares, isto é, o "lixão" em geral podem servir de fonte de combustível para geração de energia. O lixo em geral tem a metade do potencial energético do carvão. E o tópico sobre recuperação de energia a partir desses resíduos é de um interesse totalmente sustentável, viabilizando a questão econômica quanto a ecológica.


Um dos grandes problemas atuais é que a geração de lixo continua superando o crescimento econômico e deve aumentar ainda mais até em 2020. E devido a esse grande aumento é que tem-se preocupado sobre o reaproveitamento da energia derivada de resíduos, juntamente com a reciclagem. Um dos recursos para gerenciar os resíduos é através do tratamento térmico desses resíduos por gaseificação superadiabática em usinas.

O gás de aterro é produzido pela decomposição de resíduos orgânicos em condições anaeróbias no local do aterro, no qual sua composição é de uns 55% de metano, 40% de dióxido de carbono e o restante de nitrogênio, hidrogênio e água. E o metano, direcionando como fonte de energia, pode trazer o benefício adicional de ajudar a reduzir o seu potencial de aumentar o aquecimento global com o efeito estufa.

Entretanto, pouco se tem feito no Brasil, pois ainda não existe usina alguma de reciclagem energética do lixo em operação no país, enquanto que no restante do mundo, há mais de 750 unidades em funcionamento. Essas unidades chamam-se "Waste to Energy" (WTE).

Esse processo de gaseificação para o reprocessamento de resíduos começou em larga escala em 1994, com várias empresas, institutos de pesquisa e universidades de tecnologia da Europa participando no desenvolvimento. O sistema é seguro e é instalado em locais com maior facilidade de coleta domiciliar.


Outro benefício é o quanto de lixo pode gerar energia. Confira abaixo um exemplo de quanto apenas um quilo de lixo pode gerar:

- Secador de cabelos por 24 minutos
- Máquina de lavar por 20 minutos
- Geladeira por 2 horas e 52 minutos
- TV por 5 horas e 45 minutos
- Forno elétrico por 22 minutos
- Ferro elétrico por 43 minutos
- Computador por 5 horas

A Finlândia já é um exemplo de um país em fase de produção com alta precisão e tecnologia testada e comprovada. Assim, o país pode controlar o nível de geração de gases do efeito estufa, reduzindo consideralvente sua emissão de gases à atmosfera. A partir daí trata-se do comércio de Créditos de Carbono, onde o país ganha tais créditos, reduzindo a multa econômica para o país, de acordo com alguns artigos do Protocolo de Kyoto.

Outro países, como Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Noruega e Suécia já fazem negociações de contratos futuros de Crédito de Carbono. O Brasil deve se beneficiar deste cenário como alvo de investimentos para projetos de redução de emissão de gases poluentes. Entretanto, o que se tem feito até agora ainda não está no andamento adequado. Para o Brasil, é necessário criar uma mentalidade de sustentabilidade partindo de iniciativas inovadoras, buscando maior transparência em seus projetos e evitando uma burocratização que perpetua em nosso país. O Brasil tem a faca e o queijo nas mãos. Só falta o ato.

1 de abr de 2011

Simplesmente... Japão. Por Monja Cohen

Todos tem o direito de ter e expressar suas opiniões a respeito do Japão ou do povo japonês, mas acho que quem conviveu com o povo no Japão, consegue entender melhor o que se passa no coração das pessoas, como a monja Coen, no texto abaixo.

Por Monja Cohen.

Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: "kokoro". "Kokoro" ou "Shin" significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é "gaman": aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.


Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras.
A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.

A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.
Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros. Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos, mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água. Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.


"Sumimasen" é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. "Sumimasen".

Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas. O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.

Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”. Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente. Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução. Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar. Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer: todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência.

Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.

Mãos em prece (gassho)