30 de dez de 2010

Alguns Pontos em São Paulo

Estive recentemente em São Paulo para uma breve passadinha, mas deu para visitar diversos lugares, mesmo em curto espaço de tempo. Apesar do tamanho de Sampa, o táxi de lá é mais em conta que muitas outras capitais brasileiras.

Qualquer brasileiro que se preze deve conhecer a maior cidade da América Latina. Longe da tranquilidade de uma cidade do interior, São Paulo é uma cidade que não para; onde negócios trabalhistas, eventos, compras, turismo e badalações estão tudo em um lugar. A seguir, algumas breves descrições de alguns pontos de Sampa.

Av. Paulista:


Quem não conhece a avenida onde sempre é destacada nos grandes telejornais? Um dos pontos mais importantes da cidade, onde revela sua importância como grande polo cultural, econômico e de entretenimento. Além disso, a Avenida Paulista é um grande eixo viário que liga várias outras avenidas importantes da cidade.

Bairro da Liberdade:


Outro ponto conhecidíssimo. Se procura qualquer referência da cultura oriental, o bairro da Liberdade é parada obrigatória. O bairro abrange a maior colônia oriental da América do Sul, com diversas culturas orientais como a japonesa, a chinesa e a coreana. Atrações, desde culinárias, passando por presentes e lembranças orientais até eletrônicos e eletrodomésticos típicos como a panela elétrica para fazer arroz, o turista tem a sua disposição. Eventos do gênero acontecem por lá, frequentemente. Um dos meus pontos favoritos.

Pinacoteca de São Paulo:


Um dos museus mais importantes de São Paulo e também do país, com um acervo de pinturas, fotos e esculturas de diversos artistas que atuaram em São Paulo. Mas há também espaço para exposições de grandes artistas internacionais. A Pinacoteca fica ao lado da Estação Luz, uma outra atração a parte, onde preserva uma arquitetura peculiar que lembra aquelas estações antigas de trem da Europa.





Uma pena que, na minha visita, muitos pontos do museu estavam interditados para obras.

Museu da Língua Portuguesa:


Inaugurado recentemente, em 2005, o museu abriga uma base da cultura do Brasil, com curiosidades e conteúdos muitas vezes desconhecidos da maioria dos brasileiros sobre nossa própria cultura. O museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma ideia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua.



O Museu da Língua Portuguesa fica ao lado da Estação Luz, em frente à Pinacoteca. Ponto obrigatório de visita, que é considerado um “combo” de visita turística (Pinacoteca, Estação Luz e Museu da Língua Portuguesa).

Shopping Iguatemi:


Onde se localiza o metro quadrado mais caro do Brasil? A Resposta: No Shopping Iguatemi. o metro quadrado dali custa 4.046 reais por ano, ou cerca de 337 reais por mês (preço em 2009). O Iguatemi ocupa a 26ª colocação no ranking mundial, a décima das Américas e a liderança da América Latina. Não é para menos. Lá o turista encontra as lojas grifes como Chanel, Tiffany e Victor Hugo. É a praia dos ricaços. O Shopping não é muito grande em termos de extensão e a praça de Alimentação tem um porte mediano. O “point” mesmo são as diversas lojas de grife mesmo. Se você não é um ricaço ou político, vale conhecer o Iguatemi mais para passear mesmo e se deparar com "precinhos" camaradas como por exemplo; um par de saltos por míseros 11.000 reais.




Tem tantas outras atrações em São Paulo para mostrar, mas que vou ficar devendo no momento. Espero poder visitar mais vezes para conhecer outras diversas localidades turísticas dessa cidade que realmente não para.

25 de dez de 2010

Game Nostalgia (XI): Super Old Fighting Games

Mais uma seção “game nostalgia”. E mais uma vez envolvendo “fighting games”. Como vocês podem notar, é um dos meus gêneros favoritos. Mas esta seção não é para homenagear clássicos como “Street Fighter”, “Mortal Kombat” ou até mesmo “Double Dragon”.

São os clássicos dos anos 80, onde nem se falava de Mega Drive e de Super NES. São games de luta de arcade clássico, os famosos fliperamas, onde o Atari é que dominava ainda e foi soberana por um longo tempo. Eu, ainda criança, me divertia vendo os “adultos” jogarem os arcades, com aqueles controles tipo manche com uma bola na ponta no lado esquerdo e uns dois botões (no máximo) no lado direito.

Bem desses clássicos (que hoje em dia você pode jogar nos emuladores "Mame" da vida ou nos Iphones e Androids), selecionei alguns abaixo:

1 – Kung Fu Master

O grande clássico do Kung Fu para arcade. O herói deve salvar a mocinha do vilão, lutando com os capangas e subindo de andar por andar até chegar no chefão final e salvar sua namorada.

2 – Karate Champ

Talvez um dos grandes percursores estilo luta mano a mano. A grande sacada é que os dois lutadores (branco e vermelho) são iguaizinhos em termos de técnica e precisão. Então, cabe somente o jogador com maior habilidade e sorte para derrotar seu oponente. O revés era a péssima resposta dos controles.

3 – Yie-Ar Kung Fu

Outro clássico do Kung Fu de fliperama do estilo mano a mano. Só que você sempre irá usar o mesmo lutador e enfrentar uma gama de oponentes diferentes. Foi febre na época.

Detalhe, esses games super clássicos depois de derrotar o último adversário, o jogador começava tudo de novo, por isso não existiam um final. Logo, os games tinham duração infinita. Se bem que pouquíssimos jogadores conseguiam zerá-los. Eu mesmo nunca zerei. O que valia era a pontuação final que ficava registrada na máquina.

Se alguém lembrar de algum outro do gênero, antes de Double Dragon, deixe seu comentário. ;)

Eta nostalgia pura!!!

16 de dez de 2010

Computação na Nuvem: A Grande Questão

Muito tem-se falado sobre uma nova forma do uso na informática em geral: A Computação na Nuvem, ou “Cloud Computing”, em inglês. A nova “plataforma” de computação, na verdade, já está presente em alguns serviços na Internet, aliás, podemos dizer que a Internet seria a tal nuvem.


Afinal, quem não possui e-mail? O e-mail é uma forma de comunicação entre as pessoas na forma de uma “carta” registrada e a envia à outra conta de e-mail do destinatário, ficando ali, armazenada na caixa de entrada da conta dos usuários, tanto do remetente como do destinatário. Normalmente, as contas de emails atualmente têm capacidade entre 2GB a 10GB gratuitamente. Então, armazenar seus e-mails dentro do “Gmail” ou “Hotmail” por exemplo, já é guardar seus dados na internet, ou seja, na tal “nuvem”. Aliás, outro exemplo seriam os “Discos Virtuais”, onde empresas especializadas dispõem aos usuários, guardar quaisquer arquivos dentro de cada Disco Virtual. Muitos, de forma gratuita, como nos e-mails; fotos, vídeos, documentos... tudo é armazenado nos discos virtuais e muitas pessoas os utilizam como forma de “backup” virtual, onde eles podem acessar seus conteúdos em qualquer computador ligado à Internet.

Bom, a questão, na verdade é que começou um “start” inicial em busca da verdadeira computação na nuvem, onde os usuários não precisam depender de HDs nas máquinas. Em vez de utilizar um Sistema Operacional tradicional (Windows, Ubuntu, Leopard...) instalado nas máquinas locais, utilizaremos um S.O nas nuvens, onde o “boot” se daria de forma remota (alías, isso já existe em laboratórios especializados de informática em redes locais) sem precisar dar o carregamento inicial de forma local e sim, pela conexão da rede da internet. A Google já iniciou o projeto “Chrome OS” para tentar inovar a forma de uso praticamente 100% nas nuvens. Seu Gerenciador de Arquivos não estaria mais localmente e sim, na rede mundial. Recuperar aquele mp3 que você tem e quer tanto ouvir, mas você não está na sua máquina? Sem problemas. Basta “logar” sua conta na nuvem e acessar TODOS os seus arquivos pessoais em qualquer máquina ligada à internet. Caso precise utilizar processadores de textos e planilhas eletrônicas, tem-se aplicativos diretamente da nuvem sem precisar instalar na máquina.


A proposta da Computação na Nuvem é ficar independente de armazenamentos locais e poder acessar sua “máquina” livremente sem depender de HDs e programas instalados e em qualquer lugar do mundo. A princípio, isso soa bem interessante mesmo.

Entretanto, o conceito de 100% nas nuvens parece ainda estar muito distante, devido a vários problemas técnicos, restrições tecnológicas e segurança na rede. Há ainda quem seja contra a implementação da computação na nuvem, como foi divulgado a opinião do fundador da Free Software Foundation, Richard Stallman. Segundo ele, usar o Chrome OS é estupidez e usar extensivamente a computação na nuvem pode acarretar perda de controle sob seus dados. alegando que este tipo de sistema força o usuário a armazenar os dados em um lugar desconhecido e sem o conhecimento de quem está por trás dos controles. “Enquanto conseguirmos manter nossos dados sob nosso controle será o melhor caminho para a privacidade. E é melhor que isso seja mantido ou então esta opção pode desaparecer”, completa Stallman.

Porém, há muitos a favor da Computação na Nuvem, alegando maior mobilidade, facilidade, menor dependência tecnológica e investimento pesado na infraestrutura de segurança na rede mundial. Muitos comparam a evolução dos sistemas bancários, onde depositamos nossos investimentos em entidades terceirizadas, “depositando” confiança a tais entidades, que são os bancos. Com as informações seriam a mesma analogia, onde a Google e outras grandes empresas do ramo seriam o papel de bancos de informações. Confiaríamos na Google tanto quanto nos bancos.

A questão é tanto tecnológica quanto ética. As limitações tecnológicas são uns dos grande entraves, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil. Enquanto não melhorar a qualidade tecnológica implementada aumentando velocidade de conexões a preços acessíveis, impossível se falar de computação nas nuvens. Outro ponto é a ética das informações. Até que ponto devemos confiar em depositar nossos dados pessoais numa rede onde a segurança ainda é questionável? Conseguiríamos deixar todas nossas informações nas mãos de terceiros, no caso, na Google e outras?


Seja como for, a curto prazo, ainda acho que 100% nuvem é praticamente impossível, apesar da ideia ser um ótimo avanço tecnológico. Para mim, a ponto de chegar igual à tecnologia e confiança nos sistemas bancários vai demandar muito tempo e investimento. Afinal, informação, é muito mais complexa e ampla que simplesmente dinheiro.

E além disso, quem não dispensa de HDs portáteis e pendrives como eu? Por enquanto, armazenamento local aliado a serviços na “nuvem” está de bom tamanho.

10 de dez de 2010

Caso da WikiLeaks e Seu Desdobramento

Esse é um dos assuntos mais discutidos atualmente. Bom, quem não sabe o que é a WikiLeaks e o que está acontecendo... procure na Google, oras =). Mas, voltando; desde que estourou a notícia de divulgação de “documentos sigilosos” de diversos países, em especial, dos EUA, muitos acontecimentos subsequentes foram apresentados. E a gente fica pensando, como chegou a essa relevância de nível mundial?


Para começar, o projeto da WikiLeaks já envolvia uma polemitização, ao criar um espaço na Internet para divulgar acontecimentos relevantes e confidenciais vazados de diversos governos e empresas. Apesar disso, a grande motivação seria o combate à censura nos dias de hoje, onde TODOS teriam direito à transparência de fatos e articulações dos governos, através de documentos redigidos por voluntários que conseguiam acesso à informações sigilosas, especialmente, informações sobre os bastidores dos maiores Governos do mundo.

Realmente, é uma questão delicada de discussão. Por um lado, os governos mantêm o sigilo por questões de segurança mundial a fim de evitar quaisquer tipos de guerras (econômica, diplomática, etc.) e tentar garantir a “paz” entre os países. Porém, do outro, ideias de transparência, liberdade de expressão e combate à censura crescem cada vez mais, num mundo ainda mais globalizado do que nunca. Claro, a ferramenta fundamental, a Internet é o meio de toda a tramitação.

Mas, o que mais se discute recentemente, não são os dados sigilosos divulgados na WikiLeaks e sim, o seu desdobramento. Os EUA, junto com seus aliados políticos, declararam meio que uma “guerra” ao projeto da WikiLeaks, oficializando um “mandato de prisão internacional” ao fundador do projeto. Ao localizá-lo e prendê-lo, diversos simpatizantes manifestaram apoio ao fundador, criando um clima de protesto a nível mundial. Além disso, ao noticiar divulgação de tais documentos secretos, diversa empresas que financiavam a WikiLeaks cortaram suas relações com ela e, consequentemente, diversos hackers-simpatizantes pró-WikiLeaks atacaram os sites dessas empresas, fazendo ataques tipo “negação de serviço”, inundando de dados inúteis aos servidores das empresas, deixando os sites fora do ar por diversas horas. A VISA e a MasterCard foram algumas das atacadas, e com isso, diversos trâmites que envolviam os cartões de créditos no mundo inteiro tiveram problemas, tendo causado enormes prejuízos a empresas e pessoas. Criou-se assim, uma “guerra virtual” entre os hackers-simpatizantes pró-WikiLeaks e as empresas que boicotaram a WikiLeaks.


Com tudo isso, poderíamos pensar no assunto: Como está sendo tratado a “liberdade de expressão” e a “ideia da transparência governamental”? Até que ponto temos direito de divulgar quaisquer tipo de informação (sigilosa ou não)? Países como os EUA estão agindo corretamente? O que isso poderá causar ainda mais na vida dos cidadãos? Em que lado a ética está sendo desrespeitada? Até que ponto tem-se realmente integridade e confiabilidade nas divulgações da WikiLeaks?

É, parece que o ser humano está “loooonge” de ter um mundo de paz...

3 de dez de 2010

J-Dorama (VII): Gokusen

Um dos maiores sucessos dos doramas nos últimos tempos, Gokusen é uma daquelas séries japonesas imperdíveis que, quem assistiu, vai deixar saudades. Mesmo tendo conteúdo “clichê” e de ficção, é um que deve marcar não apenas pelos personagens, mas sim pelas lições morais e de encorajamento, este, fato que me marcou mais.



A versão Gokusen para dorama segue no mesmo estilo de "Great Teacher Onizuka"; baseada na versão em mangá e animê e com atmosfera parecida com GTO, Gokusen conta a estória de uma professora linha dura, mas de bom caráter que sempre acaba sendo responsável pelas turmas 3-D de diversas escolas de ensino médio, onde tais turmas são as mais problemáticas. A professora Yamaguchi Kumiko (apelido: Yankumi) é neta de um dos chefes da família Oedo, com tradição da linha de Yakuzá,e é a natural sucessora dos negócios da família, mas que resolveu ingressar na carreira educacional. Claro, sendo educada na linha dos Yakuzás, Yankumi possui dialetos do gênero, e também, “pulso firme”. Entretanto, é bem avoada e não sabe disfarçar suas mancadas...

Cada temporada de Gokusen se passa em escolas diferentes, mas a turma é sempre a mesma 3-D com diferentes alunos problemáticos. As temporadas são meio independentes uma da outra com enredos super parecidos. Porém, recomenda-se, naturalmente, assisti-los em sequência. Por isso, é natural que a primeira temporada foi a mais marcante, porém, as temporadas seguintes não deixam de ser boas também.

Os personagens mais marcantes da série, listo abaixo:

- Professora “Yankumi” (Yukie Nakama); a grande protagonista da saga, além de ser professora linha dura, é uma ótima lutadora, que encara qualquer gangue que esteja ameaçando a integridade de seus alunos. A atriz que interpretou a professora ganhou ainda mais notoriedade com sua ótima atuação em Gokusen. Eu já era fã incondicional dela e seu destaque nas mídias japonesas com Gokusen foi enorme.

- Vice-diretor Sawatari Goro (Namase Katsuhisa); me diverti muito com o jeitão do personagem (destaque pelo cabelo dele), que foi indispensável pelo desenrolar do trabalho da Yankumi. O sucesso de Gokusen não se daria sem a atuação do ator, que por sinal, faz umas caretas hilárias.

- Sawada Shin (Matsumoto Jun); o líder do grupo 3-D da primeira temporada. Com jeitão de bonzão, mas de bom carisma, Shin foi o destaque da primeira temporada, que cativou muita garota telespectadora, claro, pelo ator também ser integrante da banda Arashi.

- Odagiri Ryu (Kamenashi Kazuya); um dos líderes da turma 3-D da segunda temporada. Ótima atuação, principalmente nos últimos episódios. Destaque por ser um dos integrantes da banda Kat-Tun e cantar um dos temas da segunda temporada.

- Yabuki Hayato (Akanishi Jin); outro líder da turma da segunda temporada e companheiro de Ryu. O ator também foi da banda Kat-Tun, mas se retirou em 2009.

- Kazama Ren (Miura Haruma); um dos líderes da turma 3-D da terceira temporada. O ator é também cantor da banda Brash Brats.

- Ogata Yamato (Takaki Yuya); outro líder-rival da turma 3-D da terceira temporada (Note que já começa a ser repetitivo). Ator-cantor da banda Hey! Say! Jump. Fez um tema para a terceira temporada.

Outro destaque é a família da Yankumi (aparece nas três temporadas), principalmente pela dupla Tetsu e Minoru, que dão ar comediana na série. As peripécias da dupla são bem divertidas.

É claro que não podia deixar de citar as músicas-temas. A primeira temporada é da banda V6, com “Feel Your Breeze”, a minha preferida. A segunda temporada é da banda D-51, com “No More Cry”, com outra música de destaque: “Kizuna” do cantor-ator Kamenashi Kazuya. Já a terceira temporada é da banda AquaTimez, com o sucesso “Niji”.

A série Gokusen possui três temporadas com especiais no fim de cada temporada. Não sei se cogita-se uma quarta temporada, mas se tiver, será bem vinda, mesmo que a fórmula esteja saturada. Enfim, acredito que essa versão “Live-Action” fez mais sucesso que a versão em animê. É um J-dorama mais que recomendado: imperdível.

Gokusen - “Feel Your Breeze”


Gokusen 2 -”No More Cry”


Gokusen 3 – Cena do “Goro-chan”