22 de abr de 2016

Animê Nostalgia: Tonari no Totorô!


Essa produção dispensa apresentações. Esse clássico do mestre Hayao Miyazaki marcou a infância e juventude de muitos fãs de animação japonesa... e até mesmo à pessoas em geral. Apesar de ser um clássico, eu não tinha assistido até agora.

Símbolo de muita gente muito antes de Pokémon, Totorô chegou a ser produto de marketing grandioso, e até hoje, é referência. Aparições em chaveiros, bichinhos de pelúcia, posteres e afins, não é toa. Ele é um personagem muito fofo e carismático, apesar do seu tamanho avantajado. E o sucesso não foi somente pelas crianças e sim pelos adultos, o que difere de sucessos "animísticos" atuais, onde é focado somente ou em faixas juvenil/adultas ou em faixa infanto/juvenil.

Bom, minha opinião falando da produção em si, Tonari no Totorô! deveria ser obrigatório para quem não tem uma biblioteca de animês assistidos, o que me arrependi de não ter visto antes. Apesar de ser uma produção em que adultos podem assistir normalmente sem problemas, eu vejo o animê claramente voltado ao público infantil, o que, se eu estivesse visto Totorô enquanto eu era adolescente, seria muito mais marcante para mim, assim como foi pra mim com Dragon Ball e Saint Seiya, pois estes últimos, eu vi na época do final dos anos 80 e início dos anos 90, e foi marcante pelo menos pra mim essa época escassa de produções japonesas na mídia mundial. Hoje, assistir Dragon Ball ou Saint Seiya, pelo menos para mim, já está manjadíssimo e estou numa fase de assistir produções mais diversificadas de conteúdo mais adulto sem muita violência. Para a época, Tonari no Totorô realmente foi uma superprodução que eu deveria ter visto na época mesmo. Hoje, assistindo o animê, não vi sendo grande coisa, não pela produção tecnológica arcaica da época e sim pelo estilo que já está saturado. Posso estar sendo chato, o que provavelmente estou, mas produções modernas atuais nada mais é do que "remake" de produções passadas, o que é uma pena. A originalidade está muito em baixa e o que prega na indústria do entretenimento é o "lucro" produzido e não tanto pela criatividade, vide a enxurrada de filmes de super-heróis antigos existentes atualmente.


Mas pelo menos consegui tirar um grande peso de não ter visto uma obra predecessora dos sucessos dos animês atuais. Assim, como Osamu Tezuka foi o pai do mangá, Hayao Miyasaki é o pai da animação japonesa na era atual. Recomendado para quem ainda não viu.





2 comentários:

  1. Ainda acho bom. Tem um ar de magia que não se vê por aí.

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    1. Desuneh. Clássico é clássico.

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