20 de abr de 2009

Choque Cultural, Social e Econômica (Referência da Reportagem do G1)

Na referência de uma reportagem do portal G1, a situação dos Dekasseguis na volta forçada ao Brasil, devido à crise mundial têm sido, em muitas vezes, turbulentas. A readaptação dessas pessoas na volta ao seu país natal não tem sido muito fácil. Muitos viviam na Terra do Sol Nascente por dez anos ou mais e já tinham criado "raízes" profundas por lá. Essas "raízes" seriam os fundamentos culturais, sociais e econômicas de cada um deles.

Em muitos casos, o dekassegui recém-chegado ao seu próprio país não se readapta de forma alguma à situação sócio-econômica-cultural (não sei se existe essa palavra supercomposta), se isolando e com sentimentos saudosistas da época "de ouro" quando este se situava por lá. Além da dificuldade de conseguir um emprego, seus filhos também sentem essa repentina mudança de país, mesmo estes também sendo brasileiros. Em vários casos, as crianças brasileiras estudavam em escolas japonesas e não estudavam a língua portuguesa, além também de história e geografia brasileira. Seus colegas eram muitas crianças japonesas, peruanas, filipinas e latinas em geral. Na situação atual, o que pensar do futuro desses filhos de dekasseguis, vivendo no próprio país, onde não se identificam com nada, com ninguém?

Muitos cogitam em retornar ao Japão, assim que a crise por lá der uma amenizada, mas será que eles vão encontrar um país com as mesmas características antes da crise? Será que o salário voltará aos mesmos patamares da época? E a concorrência de outros imigrantes, como chineses e filipinos? Acredito que tais pessoas, antes de mais nada, devam pensar e refletir sobre seus futuros e analisar a situação de cada um deles mesmos, pois uma coisa é certa: O fenômeno Dekassegui já não é mais o mesmo que na década de 90. Planejem sabiamente e aprofundem seus conhecimentos gerais enquanto estiverem nessa situação. Caso queiram retornar ao País do Sol Nascente, já estejam preparados pela mudança por lá.

Aliás, esse post serve também para outros "dekasseguis não-nipônicos", ou seja, é válido também aos dekasseguis e ex-dekasseguis nos EUA, Europa, Austrália, etc.

Referência: site G1 da Globo.com [link]

11 comentários:

  1. E vcs hein? Pensam em voltar pra lá ou já decidiram ficar por aqui permanentemente?

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  2. A maioria dos Dekasseguis ainda pensa em voltar, pois a volta ao Brasil foi repentina. Muitos voltaram também para rever seus familiares que não viam faz anos. Mas iriam voltar ao Japão, daqui a alguns meses.

    Mas também outros viram a oportunidade de voltar ao Brasil para construir uma nova vida, mesmo aqueles que não juntaram capital suficiente para montar um negócio, porém adquiriram experiências novas por lá para poder aplicá-las aqui. E o melhor, viver com a família toda. Afinal, muitos foram para lá, deixando os familiares aqui e o fator saudade imperou muito tempo na vida desses trabalhadores.

    Mas, não dá para dizer se os dekasseguis vão ficar definitivamente ou se irão voltar. A vida é sempre cheio de mudanças. Mas enquanto estiverem aqui, ou estiverem por lá mesmo, deverão tocar suas vidas da melhor forma possível, não se abatendo pela atual situação econômica-social. Vamos "gambatear", né?

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  3. Hai, hai, wakarimashita. Um dia eu quero ir pra lá com o objetivo claro de visitar tudo quanto é lugar, tirar um monte de fotos e comprar um monte de coisas xD~

    Vocês foram pra Akihabara? Se sim, me responde uma coisa:
    Lá é aquela loucura de coisas de otaku que a gente sempre vê na mídia? Tipo, tem maids, otakus e lojas do gênero espalhadas por todo lado? A mídia exagera ou é daquele jeito mesmo?

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  4. Olha, situação difícil mesmo.
    Mesmo eu que sempre vivi no Brasil já sinto uma grande diferença cultural, de postura e de comportamento, entre descendentes e não descendentes. Imagine o pessoal que está lá há tanto tempo.
    Mas eu acho que o mundo está mudando em toda parte e temos que nos adaptar a ele. Hoje em dia quem não estiver preparado pra se adaptar a essas mudanças corre o risco de ficar pra trás. Concordo com você, que não devemos ficar parados, devemos estar sempre aprofundando nossos conhecimentos. Mais um excelente post! Bom feriado!

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  5. Kodi, vc não se lembra quando postei vídeos de Akihabara no meu antigo blog? Quando fui para Tokyo, fui pra Akihabara e duas vezes, pois era o lugar que mais queria visitar em Tokyo. Tirei fotos de dentro da GAMERS e filmei tbm, mas não pude ainda editá-los.
    A mídia, nesse caso, não exagerou não, pois AKIHABARA é a terra dos Otakus, cheio de bares maids, lojas otakus, garage-kits, cosplays, etc... Já foi considerado Terra dos Eletrônicos Baratos e de Qualidade, mas agora deu espaço para ser chamado Terra dos Otakus.

    Adriane, que bom que voce concorda com minha opinião. E mesmo você não ter vivido lá no Japão, você se põe no lugar dessas pessoas e pode imaginar o drama em que vivem.
    Passei um ótimo feriado e vc? Boa semana (ainda bem que essa é curta, rsrs).

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  6. Ah eu me lembrava vagamente - sacumé, a minha memória, por causa do concurso, foi pras cucuias. Mesmo assim eu queria saber se a intensidade era a mesma dos programas que fazem cobertura por ali, tipo animês e doramas. Pelo visto eles não exageram, tehhe. Apesar de sermos otakus, dá meio receio de ir pra aqueles lados, huaheuahuaeha.

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  7. É, dá um certo receio ir até Tokyo sozinho, mas como estava de espírito aventureiro, fui sem pestanejar, encarando numa boa Otakus esquisitos, Lolitas "syles" e Geeks.
    Pelo menos eles não te assaltam...

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  8. Ahhaha! Gostei do "Pelo menos eles não te assaltam". xD~
    Tá ceeerto.

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  9. Quero ver essas fotos de Akihabara, hein. Onegai.

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  10. Acho que tinha mostrado algumas fotos no blog antigo, mas posso mostra-las depois, talvez neste blog.

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  11. Milton Saito e Cristiane Nagafuti30/5/09 13:36

    A mobilidade de pessoas em busca da sobrevivência pelo planeta é inevitável. O modo de produção capitalista é visto como contraditório neste sentido. Ele nós dá uma falsa idéia de liberdade. Em verdade, nos torna em sujeitos consumidores de forma voraz, através do "fetiche" embutido nas mercadorias! Milton Saito e Cristiane Nagafuti

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