18 de set de 2010

Erro 404: Desculpas digitais também não colam mais!

Referência: Felipe Demartini / baixaki.com.br

Que atire a primeira pedra quem nunca usou uma desculpinha esfarrapada para tentar ganhar mais alguns dias para fazer um trabalho. O cachorro comedor de trabalhos, o vento bem calculado que carrega o dever pela janela, o ladrão que rouba sua mochila bem no dia da entrega são apenas as mais comuns das mentirinhas das antigas usadas para esticar o prazo de entrega. Histórias que os professores já estão cansados de ouvir.

Com a tecnologia atual, a realização de pesquisas e produção de trabalhos escolares foi muito facilitada. As desculpas, porém, não mudaram muito e apenas se tornaram mais hi-tech. Agora, quem come o trabalho é um vírus, a impressora insiste em quebrar bem na hora de imprimir o texto e os clientes de email não funcionam no momento de enviar o documento para o professor.

No início da era da informática, essas historinhas poderiam até colar. Hoje, com a popularização dos computadores e da internet, está cada vez mais difícil esticar o prazo para entrega de seus trabalhos. Os professores ouvem cerca de 15 desculpas relacionadas a trabalhos escolares por semana. Enquanto algumas não saem do comum, outra são bem criativas e inusitadas.

Incidentes relacionados a bebidas caindo no computador e roubo de equipamentos estão entre as mais citadas, mostrando que, apesar da tecnologia, o teor das desculpas não mudou muito. Mas um dos alunos realmente se superou, ao afirmar que hackers russos invadiram o PC do pai dele, roubando o trabalho e todos os dados. Dependendo de onde for citada, essa justificativa pode causar uma guerra!

“Meu irmão saiu com seu caminhão e meu trabalho dentro. Agora o texto está perdido na França”, foi outra desculpa esfarrapada citada pelos professores. Assim como os cães, gansos também têm o papel como prato favorito, e comeram o trabalho de um pobre aluno que mora próximo a um lago.

Alguns até entregam seus "trabalhos", porém, "xerocados" da Wikipédia da vida, ou seja, nem o trabalho de perfumar e corrigir coesão e coerência dos textos os alunos fazem...

Enquanto a maioria passa o tempo em que deveria estar estudando pensando em desculpas para não fazer isso ou xerocando trabalhos alheios da internet, outros transformam essa preguiça em um meio para ganhar a vida. Não é difícil encontrar anúncios oferecendo trabalhos prontos nos mais diversos sites de venda. Por preços que vão de R$ 40 a R$ 200, é possível comprar desde pesquisas simples até TCCs completos. A qualidade do texto, porém, nem sempre é certificada como dizem os anúncios e pipocam casos de trabalhos iguais sendo entregues por alunos da mesma faculdade. Haja desculpa para explicar isso.

Quando se analisa friamente, porém, inventar desculpas e usar caminhos alternativos para esticar o prazo de entrega das tarefas pode dar tanto trabalho quanto fazer o que foi pedido, muitas vezes até mais. E o preço a ser pago pela preguiça e pela fraude será alta. Por isso, estudar e escrever os textos da maneira correta, com seus próprios esforços, ainda é a melhor opção.

4 comentários:

  1. Acho que existe mais gente que chupinha do que pensa rs.
    A preguiça é universal, a praga se espalhou rs.

    E sobre cópias: já vi sites que clonavam meus textos e fotos. Detalhe: a pessoa se referia como "a estadia dela no Japão", como se fosse um diário de viagem hahah.

    coisa triste.
    abraços

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  2. No caso de querer utilizar textos de internet para outros blogs, eu acho que, pelo menos, deve-se respeitar divulgando o autor e a fonte do texto, como este post, que gostei e readaptei (não fiz ctrl c ctrl v simplesmente, mas alterei um pouco), mas acho que a fonte deve ser divulgada. É uma questão de respeito aos colegas blogueiros e repórteres.

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  3. Olá Elton, a minha desculpa pode ser o acelerado ritmo de fábrica aqui no Japão. KKKK! Abraços! Saudades!

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  4. Oi, Milton. Suas desculpas serão aceitas, hehe. Grande abraço!

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