12 de ago de 2010

Quanto cabe num "Yottabyte"?

Armazenar dados é uma das principais necessidades modernas. Cartões de memória, discos rígidos, SSDs e uma infinidade de dispositivos são criados e comercializados diariamente com esse único propósito. A quantidade de dados existente é tão grande que a maioria das pessoas não consegue nem mesmo conceber a grandeza – composta basicamente por “0” e “1” – dessa informação toda.

Para começar a matar a curiosidade: o nome é derivado da nona letra do alfabeto grego – “I”, chamada iota.

Provavelmente, se você tivesse um yottabyte disponível, não precisaria mais se preocupar com espaço para guardar tudo o que quisesse. Inclusive toda a informação disponível na rede mundial de computadores. Acredita-se que hoje, em 2010, todos os dados que compõem a web somem um zettabyte (ZB), que é a grandeza imediatamente inferior.

Para entender melhor isso, pense que um zettabyte está para o yottabyte, assim como o megabyte está para o gigabyte. Ou seja, para ocupar um yottabyte, são necessários 1024 zettabytes.



Seguindo uma escala crescente: em um HD de 1 terabyte (TB) é possível armazenar – em média –200 mil músicas em MP3. Para atingir o petabyte (PB), são necessários 1024 terabytes. A próxima base é o exabyte (EB), que comporta 1024 petabytes.

Logo depois está o zettabyte que você já conheceu, com 1024 petabytes. Em arquivos de MP3, essa conta toda equivale a aproximadamente 214.749.438.541.824 músicas. Isso mesmo: em um yottabyte cabem – literalmente – trilhões de músicas!



Existe um número exato para um yottabyte. Não se assuste, pois ele é alto, e – na verdade – é até difícil de ler o valor corretamente. Mas aí vai: 1.208.925.819.614.629.174.706.176 Bytes. Arredondando, pode-se dizer que um yottabyte é igual a 1.000.000.000.000.000.000.000.000 de conjuntos de zeros e uns.

A grande questão é: se todos os discos rígidos do mundo – hoje – juntos não conseguem armazenar essa quantidade de dados, qual é a maneira prevista pela NSA (“National Security Agency” – agência de segurança nacional) estadunidense para construir um datacenter capaz de guardar essa quantidade de informação? E quais os motivos que levam a agência a querer esse complexo informacional?



A resposta à primeira pergunta é praticamente impossível de responder. Como os militares americanos – e por consequência as agências governamentais – investem pesado em tecnologia, é possível que tenham desenvolvido alguma maneira realista de condensar a armazenagem de dados para que um único prédio consiga resguardar um yottabyte.

Com essa configuração, seriam necessários 128 gabinetes para resguardar um petabyte, alocados em 8 racks com espaço para 16 servidores. O próximo passo rumo ao datacenter de um yottabyte seria reunir mil racks em um único prédio, totalizando um exabyte. Este edifício ocuparia uma área equivalente a um quarteirão urbano, e teria dois andares.



Para atingir o zettabyte que – acredita-se – acumule todos os dados da internet atual, são necessários pelo menos 500 desses prédios, usando aproximadamente 6 km² de área – pouco menor que 1/4 do espaço ocupado pela Vila Mariana, em São Paulo.

Depois disso, chega-se às portas do yottabyte. Mas ultrapassar esse limite não é tão fácil quanto parece. Para reunir todos os bits que compõem a medida – teoricamente – máxima de armazenagem da informática, seria necessário construir mais ou menos 500 mil centrais de dados.



O superdatacenter de um yottabyte que os estadunidenses pretendem construir se destina – principalmente – a armazenar vídeos de segurança. Câmeras de vigilância são cada vez mais comuns, e a quantidade de informação gerada também é enorme.

A julgar por seriados e filmes policiais, a qualidade dos vídeos ainda não é das melhores, mas isso tende a mudar com o avanço da tecnologia. Imagens melhores significam mais informação, e, portanto, faz sentido querer espaço de sobra para guardar a filmagem de milhões de câmeras sem precisar apagar outros arquivos.

Afinal, não é de hoje que os Estados Unidos resguardam a segurança do seu território com determinação e tecnologia.

Fonte: baixaki.com.br

4 comentários:

  1. Sugoi! Já estamos no tera e acho que ainda chegamos no peta para os persocoms. Deve ser boa a sensação de ter tanto espaço e terrível a de perder tudo de uma só vez.

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  2. Pois é. Sensação de ter todo o espaço do mundo e ao mesmo tempo, uma eternidade para procurar um arquivo qualquer nesse mundão de bytes.

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  3. Olá Elton, e eu aqui feliz da vida com o meu micro com um Terabyte. KKK! Um amigo do Brasil disse: você está dividindo as atividades do teu micro com a Nasa? E agora José? Abraços!

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  4. Micro com 1 TB por enquanto esta'de ótimo tamanho, mas para quem baixa filmes direto, talvez dentro de pouco tempo não dê conta. O problema talvez é encontrar um arquivo no meio de todo o espaço, ou ter que precisar formatar tudo.

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