"Depois da chuva, a tragédia é o esquecimento. Por isso, fomos até o Rio Grande do Sul para manter viva a memória dos verdadeiros heróis anônimos que surgiram na maior catástrofe ambiental do país, e conhecer a realidade das vítimas e dos voluntários impactados pelo desastre." Essa é a frase escrita pela equipe da Brasil Paralelo.
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3 de nov. de 2024
12 de ago. de 2019
Série: Chernobyl 2019
A maior tragédia ambiental (senão, a maior catástrofe) da história, novamente é contada pelo produção da HBO numa série de 5 capítulos de uma hora cada, desde momentos antes da tragédia anunciada até os dias de hoje. Ao escutar o nome "Chernobyl", já dá até calafrios, devido a enorme proporção que causou ao mundo inteiro e que ainda ocorre até os dias de hoje, selando séculos de isolamento total de uma área enorme, devido ainda à contaminação radioativa presente que vai se perpetuar pra quase uma "eternidade". Pra variar, nem vou contar essa história trágica, pois todo mundo está "careca" de saber desse acontecimento, apenas darei minha breve opinião sobre a série em si.
4 de jan. de 2016
Estância Betânia - Colombo (PR)
Uma estância é mais que um simples hotel, e sim, um lugar onde o hóspede pode desfrutar de paisagens naturais, atividades recreativas, passeios diversos a pé ou a cavalo, piscinas, SPAs e claro, muita comida (almoço, café, janta), e um dos lugares que passei a virada do ano foi a Estância Betânia, localizada no município de Colombo.
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19 de set. de 2015
Foz do Iguaçu (PR) e Redondezas
Uma das principais cidades turísticas brasileiras, Foz do Iguaçu (a oeste do estado do Paraná) merece destaque para visitas imperdíveis, mesmo para turistas que já visitaram, vale a volta. A cidade fica bem na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina, e sua atração principal, claro, são as Cataratas do Iguaçu, que recentemente foi eleita uma das novas 7 Maravilhas Naturais do Mundo.
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11 de jan. de 2015
Mabu Capivari Resort
Para quem gosta de passar alguns dias longe da cidade grande, com muito verde, hospedagem confortável, piscinas e com direito a cavalgadas, o Mabu Capivari Resort Hotel é um cantinho bem recomendado. Localizado na cidade de Campina Grande do Sul, a uns 30 minutos de Curitiba, o resort situa-se num lugar privilegiado, ao leito do rio Capivari, na região da Serra do Mar. A rede Mabu ainda conta com mais outros hotéis, como em Curitiba e Foz do Iguaçu.
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22 de jan. de 2014
LEDs na praia... foi minha primeira impressão
É incrível como a mãe natureza pode proporcionar cenas lindíssimas e curiosas. A primeira impressão quando vi essas fotos, pareciam luzes (LEDs) azuis colocadas ao redor da praia.
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19 de out. de 2013
Passeio no Litorina de Luxo (Morretes e Antonina - PR)
Um passeio que vale a pena, para quem estiver visitando Curitiba num fim de semana, é o passeio de trem saindo de Curitiba em direção a Morretes, mas o passeio que vale realmente a pena, para um desfruto mais elegante e aconchegante, é o passeio de trem chamado "Litorina de Luxo".
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19 de abr. de 2013
Comportamento do Ser Humano: Uma Complexidade Sem Tamanho
Esses dias, estive refletindo sobre um tema bem amplo sobre a complexidade do comportamento do homem. Assistindo algumas palestras sobre Antropologia e Cultura Diversificada, me chamou muita atenção os temas abordados como a capacidade do ser humano em registrar informações dentro de si (sem ajuda de gadgets) e também sobre a relação entre o homem e os objetos/cenários que o interagem.
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29 de mar. de 2012
Aquecimento global? O problema é depois disso: o resfriamento global
De acordo com estudos recentes dos cientistas, o aquecimento global está muito próximo de se tornar irreversível, fazendo com que a temperatura do planeta suba em 6°C até em 2100. Se não tomarmos medidas urgentes ainda nesta década, a irreversibilidade será fato. Com o derretimento das calotas polares, as inundações nas costas litorâneas serão catastróficas e pequenas ilhas irão desaparecer. Mas, a consequência disso, a meu ver, será muito pior: o resfriamento global!
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13 de out. de 2011
Algumas Ideias Sustentáveis Curiosas
Navegando e navegando... (like a Camões) pela internet e vi algumas ideias sustentáveis que poderiam realmente ser colocadas em prática no "cotidiano nosso de cada dia". Eis algumas:
- "Energia com a Dança"
"Dance para salvar o mundo", é o slogan do Bar Surya, em Londres, onde a pista de dança do bar fora modificada com placas conversoras de energia, capazes de produzirem energia elétrica com movimentos dos frequentadores. As placas, ao serem pressionadas com pulos e passos, convertem energia mecânica em energia elétrica, que depois, essa energia é repassada ao estabelecimento, economizando 60% de energia elétrica vinda de forma comum.
- "Bicicleta Ergométrica por um Almoço"
O Crown Plaza Hotell, em Copenhague, oferece aos seus hóspedes, uma bicicleta ergométrica que são ligadas a um gerador de eletricidade. Além de se exercitar, o hóspede contribui para geração de energia elétrica, que o hotel a utiliza para economizar eletricidade em seu estabelecimento. É claro, o hotel gratifica o hóspede voluntário com um vale-refeição se o hóspede produzir pelo menos 10 watts/hora, equivalente a uns 15 minutos de pedalada normal.
- Água desperdiçada para regar planta
Denominada de "Pia Jardim Zen", o grupo chamado "Gau Designs" criou uma ideia simples, onde consiste em aproveitar água desperdiçada das pias para regar plantas. A pia possui um canal que conecta com um vaso onde pode ser colocada uma plantinha. O canal conta com um filtro que separa o sabão da água, regando a plantinha com a água que você usou para lavar as mãos sem "ensaboar" a plantinha.
- Carregando seu Celular com Apertos de Mão
Que tal exercitar os músculos de sua mão, enquanto carrega seu smartphone? Ideia simples que uma "empresa" chamada "Mac Funamizu" criou com um slogan : "You Can Work It Out". Por enquanto, parece que só tem para iPhone, mas logo logo deverá ter para outras plataformas (se é que já não tem).
- Chuveiro "Pede para Sair"
Uma solução para aqueles que adoram passar um tempão tomando uma ducha relaxante e não se tocam. O chuveiro Eco Drop possui círculos concêntricos com tapetes no chão, que vão crescendo enquanto o chuveiro está ligado. Após um tempo, a sensação fica tão incômoda que te força a sair do banho e, consequentemente, economizar água e energia. Em torno de 20% de toda energia gasta no lar vem da água quente utilizada no banho.
- Interruptor "Semáforo"
Consiste num interruptor com um LED que muda de cor e uma "fisionomia de uma carinha" que muda sua expressão, assim que o tempo vai passando se você deixar ligado. O verde indica ainda "ok" e o "fantasminha" ainda está contente, com uma hora ligado. A partir das quatro horas, a cor muda para amarelo e o "fantasminha" fica com cara de tacho assustado. Mais de oito horas ligado, o "fantasminha" fica "vermelho de raiva"... O tempo é programável de acordo com o desejo do usuário. Divertido para as crianças, mas isso pode ser um tiro no próprio pé, já que crianças são curiosas que querem ver o fantasminha ranzinza, hehehe. Mas não deixa de ser curioso.
Enfim, há muitas outras ideias por aí, que vi nesse link, por exemplo. Ideias sustentáveis não faltam. O que falta é pô-las em prática realmente.
- "Energia com a Dança"
"Dance para salvar o mundo", é o slogan do Bar Surya, em Londres, onde a pista de dança do bar fora modificada com placas conversoras de energia, capazes de produzirem energia elétrica com movimentos dos frequentadores. As placas, ao serem pressionadas com pulos e passos, convertem energia mecânica em energia elétrica, que depois, essa energia é repassada ao estabelecimento, economizando 60% de energia elétrica vinda de forma comum.
- "Bicicleta Ergométrica por um Almoço"
O Crown Plaza Hotell, em Copenhague, oferece aos seus hóspedes, uma bicicleta ergométrica que são ligadas a um gerador de eletricidade. Além de se exercitar, o hóspede contribui para geração de energia elétrica, que o hotel a utiliza para economizar eletricidade em seu estabelecimento. É claro, o hotel gratifica o hóspede voluntário com um vale-refeição se o hóspede produzir pelo menos 10 watts/hora, equivalente a uns 15 minutos de pedalada normal.
- Água desperdiçada para regar planta
Denominada de "Pia Jardim Zen", o grupo chamado "Gau Designs" criou uma ideia simples, onde consiste em aproveitar água desperdiçada das pias para regar plantas. A pia possui um canal que conecta com um vaso onde pode ser colocada uma plantinha. O canal conta com um filtro que separa o sabão da água, regando a plantinha com a água que você usou para lavar as mãos sem "ensaboar" a plantinha.
- Carregando seu Celular com Apertos de Mão
Que tal exercitar os músculos de sua mão, enquanto carrega seu smartphone? Ideia simples que uma "empresa" chamada "Mac Funamizu" criou com um slogan : "You Can Work It Out". Por enquanto, parece que só tem para iPhone, mas logo logo deverá ter para outras plataformas (se é que já não tem).
- Chuveiro "Pede para Sair"
Uma solução para aqueles que adoram passar um tempão tomando uma ducha relaxante e não se tocam. O chuveiro Eco Drop possui círculos concêntricos com tapetes no chão, que vão crescendo enquanto o chuveiro está ligado. Após um tempo, a sensação fica tão incômoda que te força a sair do banho e, consequentemente, economizar água e energia. Em torno de 20% de toda energia gasta no lar vem da água quente utilizada no banho.
- Interruptor "Semáforo"
Consiste num interruptor com um LED que muda de cor e uma "fisionomia de uma carinha" que muda sua expressão, assim que o tempo vai passando se você deixar ligado. O verde indica ainda "ok" e o "fantasminha" ainda está contente, com uma hora ligado. A partir das quatro horas, a cor muda para amarelo e o "fantasminha" fica com cara de tacho assustado. Mais de oito horas ligado, o "fantasminha" fica "vermelho de raiva"... O tempo é programável de acordo com o desejo do usuário. Divertido para as crianças, mas isso pode ser um tiro no próprio pé, já que crianças são curiosas que querem ver o fantasminha ranzinza, hehehe. Mas não deixa de ser curioso.
Enfim, há muitas outras ideias por aí, que vi nesse link, por exemplo. Ideias sustentáveis não faltam. O que falta é pô-las em prática realmente.
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30 de set. de 2011
Ciclistas nas Grandes Cidades: Mais Poluição em seus Pulmões
Uma publicação da "European Respiratory Society" [link] revelou, através de estudos científicos, uma preocupação para quem faz uso de bicicletas como meio de transporte de seu cotidiano nas grandes cidades (o estudo foi feito para Londres, mas pode valer em qualquer grande cidade, como São Paulo). Os ciclistas inalam, em média, 2,3 vezes mais poluentes que as pessoas que andam a pé.
Este resultado mostrou um fato pouco saudável à taxa de respiração mais alta dos ciclistas. Mesmo que os ciclistas cheguem mais rápido ao trabalho e, consequentemente, fiquem menos tempo no ar poluído, eles inalam mais ar por causa do exercício. Outro fato que contribui para o mal nos ciclistas está no fato de que eles estão mais próximos dos carros e motos, portanto, mais próximos dos elementos nocivos que tais veículos emitem.
Ironicamente, os que utilizam carros e motos são os que menos sofrem com a poluição, pois eles respiram bem menos por não realizar atividades físicas durante seus trajetos. Me lembrou de forma semelhante da analogia dos fumantes ativos e passivos, onde os passivos sofrem mais com a fumaça gerada pelos fumantes que estes em si. Uma situação um tanto injusta essa.
Quais seriam as possíveis soluções? Diminuir a quantidade de veículos nas ruas seria a mais sensata, mas vendo o lado realista das coisas, seria a mais inviável, pois só para ter uma ideia, a cidade de São Paulo recebe, em média, 700 novos veículos por dia e os que saem de circulação em definitivo não chega a 10% dos que entram. Outra solução seria ter, para cada ciclista, uma máscara de oxigênio com um tubo de cilindro sempre que for andar de bicicleta... outra não tanto viável. Talvez, uma solução de improviso mesmo seria usar uma máscara umedecida daquelas que se vende na farmácia para proteger da gripe. Mas, usar tais máscaras aqui no Brasil não é usual; até mesmo quem está com gripe nem as utilizam (não é que nem no Japão).
É, a vida dos ciclistas nas cidades não é fácil.
Este resultado mostrou um fato pouco saudável à taxa de respiração mais alta dos ciclistas. Mesmo que os ciclistas cheguem mais rápido ao trabalho e, consequentemente, fiquem menos tempo no ar poluído, eles inalam mais ar por causa do exercício. Outro fato que contribui para o mal nos ciclistas está no fato de que eles estão mais próximos dos carros e motos, portanto, mais próximos dos elementos nocivos que tais veículos emitem.
Ironicamente, os que utilizam carros e motos são os que menos sofrem com a poluição, pois eles respiram bem menos por não realizar atividades físicas durante seus trajetos. Me lembrou de forma semelhante da analogia dos fumantes ativos e passivos, onde os passivos sofrem mais com a fumaça gerada pelos fumantes que estes em si. Uma situação um tanto injusta essa.
Quais seriam as possíveis soluções? Diminuir a quantidade de veículos nas ruas seria a mais sensata, mas vendo o lado realista das coisas, seria a mais inviável, pois só para ter uma ideia, a cidade de São Paulo recebe, em média, 700 novos veículos por dia e os que saem de circulação em definitivo não chega a 10% dos que entram. Outra solução seria ter, para cada ciclista, uma máscara de oxigênio com um tubo de cilindro sempre que for andar de bicicleta... outra não tanto viável. Talvez, uma solução de improviso mesmo seria usar uma máscara umedecida daquelas que se vende na farmácia para proteger da gripe. Mas, usar tais máscaras aqui no Brasil não é usual; até mesmo quem está com gripe nem as utilizam (não é que nem no Japão).
É, a vida dos ciclistas nas cidades não é fácil.
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11 de jul. de 2011
A Questão das Usinas Nucleares
A questão das usinas nucleares tem sido alvo de muita polêmica já há muito tempo atrás. E fato agora que se intensificou ainda mais agora devido ao acidente nuclear da Usina de Fukushima em março deste ano. E, de quebra, reacendeu a questão da usina de Chernobyl.
Todo mundo sabia dos riscos em implementar usinas nucleares. A toxidade dos materiais radioativos é uma das mais devastadoras, podendo levar à morte do indivíduo em questão de dias por câncer super-agressivo. Apesar de testes tecnológicos e aperfeiçoamento no nível de segurança na questão de radiação nuclear, quando acontece um, muitas vezes é de nível grave e trágico na maioria das vezes. Com relação ao vazamento nuclear da usina de Fukushima Daiichi, após 4 meses desde o acidente (terremoto e tsunami), a solução de contenção do vazamento radioativo da usina ainda está longe de uma solução. A região da usina, num raio de 30 km está isolada e não se sabe o dia em que tal região possa ser segura novamente para a população. OBS: na região de Chernobyl, até hoje está completamente abandonada, mesmo após 25 anos desde o acidente (veja algumas fotos aqui). Claro, o acidente da usina de Fukushima foi bem menos grave que o de Chernobyl, e por enquanto, as consequências foram bem menores, mas órgãos mundiais já classificaram o acidente nuclear de Fukushima praticamente no mesmo patamar do de Chernobyl.
Apesar dos riscos inerentes em implementação das usinas nucleares, tais usinas ainda são muito utilizadas mundo afora, principalmente nos Estados Unidos, na Europa e no próprio Japão, por vários motivos. Um deles é o seu enorme potencial energético, pois as usinas nucleares ainda são as mais potentes que o homem já criou, com capacidade energética igual a das usinas termoelétricas e das hidrelétricas, mas utilizando menos espaço físico e sem dependência de combustível fóssil. Daí, uma das razões do Japão ainda depender das usinas nucleares para se auto-sustentar. Só para ter uma ideia, lá, as usinas nucleares representam 30% da geração de energia elétrica no país. E na França ainda mais: 78% da energia do país provém das usinas nucleares.
Como tinha dito antes, uma grande vantagem das usinas nucleares é a não-utilização de combustíveis fósseis (oposto da termoelétrica) e de não necessitar o alagamento de grandes áreas para a formação dos lagos de reservatórios, evitando assim a perda de áreas de reservas naturais ou de terras agriculturáveis, bem como a remoção de comunidades inteiras das áreas que são alagadas (contrário da hidrelétrica).
Aí fica o dilema: como resolver essa questão das usinas? Após o acidente da usina de Fukushima, protestos e mais protestos ocorrem mundo afora contra tais usinas, principalmente no Japão. Entretanto, o Governo Japonês parece ainda estar reluntante, pois sabe que, acabando imediatamente com as usinas nucleares, o país corre o risco muito sério de haver forte escassez energética, comprometendo toda a infra-estrutura do país (fechamento de fábricas, diminuição drástica nos serviços, consumo freado e entre outras coisas). Atualmente, o Japão está passando por um dos maiores racionamentos energéticos de todos os tempos por causa do acidente. Desligamento dos ar-condicionados, diminuição de tempo de fabricação nas indústrias e suspensão de mega-eventos.
Solução? Com a tecnologia que temos atualmente, apesar do progresso de outra fontes de energia, como eólica, solar e bio-combustível, ainda não temos tecnologia suficiente para simplesmente implementá-los, substituindo as nucleares. E o custo ainda é exorbitante. E mesmo que tais fontes alternativas sejam ecologicamente corretas, elas ainda são insuficientes na capacidade de geração de energia comparando com as nucleares. As hidrelétricas e as termoelétricas são as que dominam ao redor do mundo, mas estas têm problemas de sustentabilidade e de meio-ambiente, gerando poluição atmosférica (termoelétricas) e devastando áreas nativas (hidrelétricas).
Enquanto a Alemanha decidiu acabar com suas usinas nucleares, países como a França ainda mantém firme seu uso. Até o Brasil, que tem duas usinas nucleares (Angra 1 e 2), vai implementar uma terceira usina (Angra 3).
Por enquanto, estamos ainda nessa divisão de opiniões sobre as usinas nucleares. Mas acredito que elas possam ser realmente substituídas no futuro, mas isso só irá acontecer aos poucos de forma bem gradativa. Estamos progredindo sim com as pesquisas de fontes alternativas sustentáveis de geração de energia, mas enquanto não vem a solução definitiva, ainda temos que contar com que temos atualmente e cuidar da manutenção e prevenção para evitar mais desastres. Mas caso aconteça algum acidente de nível alto, teremos que estar preparados para isso.
É sempre importante saber levantar as questões dos prós e contras de cada tipo de usina. E, claro, evitar ao máximo o desperdício. Pensemos nisso.
Todo mundo sabia dos riscos em implementar usinas nucleares. A toxidade dos materiais radioativos é uma das mais devastadoras, podendo levar à morte do indivíduo em questão de dias por câncer super-agressivo. Apesar de testes tecnológicos e aperfeiçoamento no nível de segurança na questão de radiação nuclear, quando acontece um, muitas vezes é de nível grave e trágico na maioria das vezes. Com relação ao vazamento nuclear da usina de Fukushima Daiichi, após 4 meses desde o acidente (terremoto e tsunami), a solução de contenção do vazamento radioativo da usina ainda está longe de uma solução. A região da usina, num raio de 30 km está isolada e não se sabe o dia em que tal região possa ser segura novamente para a população. OBS: na região de Chernobyl, até hoje está completamente abandonada, mesmo após 25 anos desde o acidente (veja algumas fotos aqui). Claro, o acidente da usina de Fukushima foi bem menos grave que o de Chernobyl, e por enquanto, as consequências foram bem menores, mas órgãos mundiais já classificaram o acidente nuclear de Fukushima praticamente no mesmo patamar do de Chernobyl.
Apesar dos riscos inerentes em implementação das usinas nucleares, tais usinas ainda são muito utilizadas mundo afora, principalmente nos Estados Unidos, na Europa e no próprio Japão, por vários motivos. Um deles é o seu enorme potencial energético, pois as usinas nucleares ainda são as mais potentes que o homem já criou, com capacidade energética igual a das usinas termoelétricas e das hidrelétricas, mas utilizando menos espaço físico e sem dependência de combustível fóssil. Daí, uma das razões do Japão ainda depender das usinas nucleares para se auto-sustentar. Só para ter uma ideia, lá, as usinas nucleares representam 30% da geração de energia elétrica no país. E na França ainda mais: 78% da energia do país provém das usinas nucleares.
Como tinha dito antes, uma grande vantagem das usinas nucleares é a não-utilização de combustíveis fósseis (oposto da termoelétrica) e de não necessitar o alagamento de grandes áreas para a formação dos lagos de reservatórios, evitando assim a perda de áreas de reservas naturais ou de terras agriculturáveis, bem como a remoção de comunidades inteiras das áreas que são alagadas (contrário da hidrelétrica).
Aí fica o dilema: como resolver essa questão das usinas? Após o acidente da usina de Fukushima, protestos e mais protestos ocorrem mundo afora contra tais usinas, principalmente no Japão. Entretanto, o Governo Japonês parece ainda estar reluntante, pois sabe que, acabando imediatamente com as usinas nucleares, o país corre o risco muito sério de haver forte escassez energética, comprometendo toda a infra-estrutura do país (fechamento de fábricas, diminuição drástica nos serviços, consumo freado e entre outras coisas). Atualmente, o Japão está passando por um dos maiores racionamentos energéticos de todos os tempos por causa do acidente. Desligamento dos ar-condicionados, diminuição de tempo de fabricação nas indústrias e suspensão de mega-eventos.
Solução? Com a tecnologia que temos atualmente, apesar do progresso de outra fontes de energia, como eólica, solar e bio-combustível, ainda não temos tecnologia suficiente para simplesmente implementá-los, substituindo as nucleares. E o custo ainda é exorbitante. E mesmo que tais fontes alternativas sejam ecologicamente corretas, elas ainda são insuficientes na capacidade de geração de energia comparando com as nucleares. As hidrelétricas e as termoelétricas são as que dominam ao redor do mundo, mas estas têm problemas de sustentabilidade e de meio-ambiente, gerando poluição atmosférica (termoelétricas) e devastando áreas nativas (hidrelétricas).
Enquanto a Alemanha decidiu acabar com suas usinas nucleares, países como a França ainda mantém firme seu uso. Até o Brasil, que tem duas usinas nucleares (Angra 1 e 2), vai implementar uma terceira usina (Angra 3).
Por enquanto, estamos ainda nessa divisão de opiniões sobre as usinas nucleares. Mas acredito que elas possam ser realmente substituídas no futuro, mas isso só irá acontecer aos poucos de forma bem gradativa. Estamos progredindo sim com as pesquisas de fontes alternativas sustentáveis de geração de energia, mas enquanto não vem a solução definitiva, ainda temos que contar com que temos atualmente e cuidar da manutenção e prevenção para evitar mais desastres. Mas caso aconteça algum acidente de nível alto, teremos que estar preparados para isso.
É sempre importante saber levantar as questões dos prós e contras de cada tipo de usina. E, claro, evitar ao máximo o desperdício. Pensemos nisso.
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5 de abr. de 2011
Lixo como Fonte Energética e Econômica
Texto com ideias do Eng. Arnaldo Reinhold
Muita gente pode não saber, mas os resíduos domésticos, industriais, hospitalares, isto é, o "lixão" em geral podem servir de fonte de combustível para geração de energia. O lixo em geral tem a metade do potencial energético do carvão. E o tópico sobre recuperação de energia a partir desses resíduos é de um interesse totalmente sustentável, viabilizando a questão econômica quanto a ecológica.
Um dos grandes problemas atuais é que a geração de lixo continua superando o crescimento econômico e deve aumentar ainda mais até em 2020. E devido a esse grande aumento é que tem-se preocupado sobre o reaproveitamento da energia derivada de resíduos, juntamente com a reciclagem. Um dos recursos para gerenciar os resíduos é através do tratamento térmico desses resíduos por gaseificação superadiabática em usinas.
O gás de aterro é produzido pela decomposição de resíduos orgânicos em condições anaeróbias no local do aterro, no qual sua composição é de uns 55% de metano, 40% de dióxido de carbono e o restante de nitrogênio, hidrogênio e água. E o metano, direcionando como fonte de energia, pode trazer o benefício adicional de ajudar a reduzir o seu potencial de aumentar o aquecimento global com o efeito estufa.
Entretanto, pouco se tem feito no Brasil, pois ainda não existe usina alguma de reciclagem energética do lixo em operação no país, enquanto que no restante do mundo, há mais de 750 unidades em funcionamento. Essas unidades chamam-se "Waste to Energy" (WTE).
Esse processo de gaseificação para o reprocessamento de resíduos começou em larga escala em 1994, com várias empresas, institutos de pesquisa e universidades de tecnologia da Europa participando no desenvolvimento. O sistema é seguro e é instalado em locais com maior facilidade de coleta domiciliar.
Outro benefício é o quanto de lixo pode gerar energia. Confira abaixo um exemplo de quanto apenas um quilo de lixo pode gerar:
- Secador de cabelos por 24 minutos
- Máquina de lavar por 20 minutos
- Geladeira por 2 horas e 52 minutos
- TV por 5 horas e 45 minutos
- Forno elétrico por 22 minutos
- Ferro elétrico por 43 minutos
- Computador por 5 horas
A Finlândia já é um exemplo de um país em fase de produção com alta precisão e tecnologia testada e comprovada. Assim, o país pode controlar o nível de geração de gases do efeito estufa, reduzindo consideralvente sua emissão de gases à atmosfera. A partir daí trata-se do comércio de Créditos de Carbono, onde o país ganha tais créditos, reduzindo a multa econômica para o país, de acordo com alguns artigos do Protocolo de Kyoto.
Outro países, como Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Noruega e Suécia já fazem negociações de contratos futuros de Crédito de Carbono. O Brasil deve se beneficiar deste cenário como alvo de investimentos para projetos de redução de emissão de gases poluentes. Entretanto, o que se tem feito até agora ainda não está no andamento adequado. Para o Brasil, é necessário criar uma mentalidade de sustentabilidade partindo de iniciativas inovadoras, buscando maior transparência em seus projetos e evitando uma burocratização que perpetua em nosso país. O Brasil tem a faca e o queijo nas mãos. Só falta o ato.
Muita gente pode não saber, mas os resíduos domésticos, industriais, hospitalares, isto é, o "lixão" em geral podem servir de fonte de combustível para geração de energia. O lixo em geral tem a metade do potencial energético do carvão. E o tópico sobre recuperação de energia a partir desses resíduos é de um interesse totalmente sustentável, viabilizando a questão econômica quanto a ecológica.
Um dos grandes problemas atuais é que a geração de lixo continua superando o crescimento econômico e deve aumentar ainda mais até em 2020. E devido a esse grande aumento é que tem-se preocupado sobre o reaproveitamento da energia derivada de resíduos, juntamente com a reciclagem. Um dos recursos para gerenciar os resíduos é através do tratamento térmico desses resíduos por gaseificação superadiabática em usinas.
O gás de aterro é produzido pela decomposição de resíduos orgânicos em condições anaeróbias no local do aterro, no qual sua composição é de uns 55% de metano, 40% de dióxido de carbono e o restante de nitrogênio, hidrogênio e água. E o metano, direcionando como fonte de energia, pode trazer o benefício adicional de ajudar a reduzir o seu potencial de aumentar o aquecimento global com o efeito estufa.
Entretanto, pouco se tem feito no Brasil, pois ainda não existe usina alguma de reciclagem energética do lixo em operação no país, enquanto que no restante do mundo, há mais de 750 unidades em funcionamento. Essas unidades chamam-se "Waste to Energy" (WTE).
Esse processo de gaseificação para o reprocessamento de resíduos começou em larga escala em 1994, com várias empresas, institutos de pesquisa e universidades de tecnologia da Europa participando no desenvolvimento. O sistema é seguro e é instalado em locais com maior facilidade de coleta domiciliar.
Outro benefício é o quanto de lixo pode gerar energia. Confira abaixo um exemplo de quanto apenas um quilo de lixo pode gerar:
- Secador de cabelos por 24 minutos
- Máquina de lavar por 20 minutos
- Geladeira por 2 horas e 52 minutos
- TV por 5 horas e 45 minutos
- Forno elétrico por 22 minutos
- Ferro elétrico por 43 minutos
- Computador por 5 horas
A Finlândia já é um exemplo de um país em fase de produção com alta precisão e tecnologia testada e comprovada. Assim, o país pode controlar o nível de geração de gases do efeito estufa, reduzindo consideralvente sua emissão de gases à atmosfera. A partir daí trata-se do comércio de Créditos de Carbono, onde o país ganha tais créditos, reduzindo a multa econômica para o país, de acordo com alguns artigos do Protocolo de Kyoto.
Outro países, como Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Noruega e Suécia já fazem negociações de contratos futuros de Crédito de Carbono. O Brasil deve se beneficiar deste cenário como alvo de investimentos para projetos de redução de emissão de gases poluentes. Entretanto, o que se tem feito até agora ainda não está no andamento adequado. Para o Brasil, é necessário criar uma mentalidade de sustentabilidade partindo de iniciativas inovadoras, buscando maior transparência em seus projetos e evitando uma burocratização que perpetua em nosso país. O Brasil tem a faca e o queijo nas mãos. Só falta o ato.
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18 de mar. de 2011
Depoimento de um brasileiro que mora na cidade de Sendai
Uma semana após a grande tragédia do terremoto seguido de um grande tsunami que arrasou a costa nordeste do Japão, deixo um depoimento que li no blog "Pequenas Cousas" de um brasileiro que vive na região de Sendai há vários anos. Seu nome não foi divulgado, pois não quer ser importunado, e em seu depoimento, ele critica a forma da mídia brasileira em informar as notícias sobre o cotidiano da região devastada.
Sendai, 17 de março
Amigos,
Estou mandando este email para aqueles no Brasil me pedindo informacoes.
Pra comecar, ha poucos brasileiros nas areas atingidas, motivo pelo qual a gente nao houve falar de vitimais fatais brasileiras. Os dekasseguis se encontram em regioes industrializadas. A regiao atingida, Tohoku ("Nordeste") e' uma das mais pobres do pais. Sempre foi. Nao e' a toa que escolheram Tohoku pra ser o local onde Oshin nasceu.
Os brasileiros nesta regiao sao gente como eu, fora do movimento dekassegui. Sao ryugakuseis, gente que casou com japones. Enfim, gente que nao precisa, nao quer ou nao tem como conviver com outros brasileiros.
Sao menos de 1000 na area atingida, o que da menos de 0.4% da populacao brasileira no pais. Logo, se voce e' ignorante da geografia do Japao mas esta preocupado com seus queridos aqui (99% dos casos), fique tranquilo porque a possibilidade dele/dela ter morrido e' pequena.
Mas ha probabilidade de um terremoto secundario de magnitude 7 na escala Ritcher (equivalente ao de Kobe). A vizinha da frente, que teve a casa trincada, deixa o carro na rua (e nao na garagem) e mora e dorme no carro com medo dele. So entra na casa pra cozinhar e fazer as necessidades.
Mas ele nao aconteceu nos primeiros 4 dias onde a probabilidade era maior. Mas ele pode ocorrer dentro dos proximos meses, dizem os especialistas. Como se sabe disso? Porque isso ocorreu em terremotos de ordem semelhante. A ciencia de prever terremotos hoje se restringe a estudar o passado ja que nada se sabe como prever terremotos.
Este proprio e' uma prova disso. O grande terremoto que todo mundo fala e' o Tokai Jishin, centrado na area que vai de Tokyo a Nagoya. Tenho ouvido falado dele desde que vim ao Japao. De que ja esta na hora de acontecer (isso e' baseado na teoria de eles ocorrem em ciclos periodicos, baseados em comprovacoes empiricas - outra coisa do que se sabe muito pouco).
O da semana passada foi zebra. Pegou todos os especialistas de surpresa e muda toda a perspectiva da coisa. O de Tokai, se vier, vai ser picuinha ja que, em termos de probabilidade, deve ser menor que este, que, dizem, acontece a cada 1000 anos.
Outra mentira e' de que este foi o maior da historia do Japao. Bem, ha' registos de ocorreu um semelhante em 800 AD, 1200 anos atras. Este e' maior desde que comecaram a medir e registrar terremotos no Japao, ha um seculo atras.
E quanto a radiacao? Tome cuidado com as noticias que voce ouve. A comecar pela Globo ("uma das 10 maiores TVs do mundo") ha muita mentira que ate ginasianos aqui conseguiriam apontar. Me dizem que muito mudou no Brasil. Dificil de acreditar. O amadorismo, a cultura de fazer tudo nas coxas continua o mesmo.
Pra comecar a maioria nao consegue discernir Fukushima provincia da Fukushima cidade, o que e' sinal de que estao mal acessorados. A usina fica na regiao litoranea de Futaba-gun (a regiao em que minha mae nasceu) na costa litoranea da provincia de Fukushima.
Como poderia de se esperar ela fica numa regiao parcamente povoada. Ja a cidade de Fukushima fica no meio da provincia (veja mapa em anexo). Nao e' a cidade mais importante da provincia (Koriyama), outra coisa que o blogueiro e o jornalista para-quedista desconhece. Ha 250 km de distancia entre a usina e a cidade de Fukushima enquanto a area de evacucao e' de 30 km em torno da usina. Logo nao ha problemas imediatos.
As implicacoes a medio e longo prazo sao diferentes. O perigo e' real. A preparacao psicologica do publico para o pior ja comecou discretamente. A aparicao do emperador ontem na TV e' para isso. Ontem comecaram a aparecer gente na TV e radio dizendo com enfase que "este problema nao e' especifico de Fukushima mas de todo povo japones".
Por que tanta enfase no obvio, pode voce perguntar. E' para preparar o pessoal de outras provincias a receber eventuais vitimas da radiacao, ao inves de repudia-los, como ocorreu com Nagasaki e Hiroshima.
Ustream da NHK ao vivo para o mundo de graca: http://www.ustream.tv/channel/nhk-world-tv
E' em ingles. Como disse para alguns de voces anos atras, e' perdoavel nao saber japones. Num mundo globalizado, quem nao sabe ingles esta perdido. Como a maioria ja passou da hora de aprender linguas, facam seus filhos aprenderem.
Sendai, 18 de março
Amigos,
Emborar a luz tenha voltado 3 dias depois, ainda hoje, 1 semana depois, continuamos sem agua e gas.
Nao tomo banho, nao escovo dentes, nao lavo cabelo nem fiz a barba por uma semana. O luxo e' limpar o corpo com uma toalha molhada com agua quente.
O cafe da manha se resume a uma fatia de pao pullman com leite. O jantar e' cup lamem. O almoco varia. Como nao ha agua, o prato e' revestido com saran wrap antes de ser usado, evitando de ter que lava-lo. Uso o mesmo copo plastico e hashi faz ha uma semana. Nunca lavados.
O pessoal vai ate a piscina da escola pra pegar agua a ser usado como agua de descarga da privada.
O que voce acha de todo isso? Se estou certo, ha um gap entre o que eu e voce sentimos a respeito. Me acho abencoado. Bem ou mal tenho teto, comida e luz.
Mas esta e' a questao. O terremoto mudou a situacao em 2 minutos. Depois de 2 minutos, voce vive num mundo diferente. Quao rapidamente voce seria capaz de se adaptar a esse novo mundo? Quao rapidamente voce e' capaz de reconhecer que vive num mundo diferente? Isso e' fundamental e tenho visto que esse e' o problema da maioria.
E nao se iluda. Nao e' problema do vizinho. Ele comeca em casa, com seu marido, esposa ou filho. As pessoas ficam atordoadas com o terremoto e nao sabem o que fazer. Como convence-las do que e' prioritario no momento? O que fazer depois um terromoto as 2:50 da tarde? Estamos no inverno e nesta epoca do ano as 17:30 fica tudo escuro aqui (o dia e' notavelmente mais curto em Sendai do que Tokyo). O que fazer em 2 horas e meia ate o sol cair? Sem aquecedor, voce tem que guarantir que estara em bem sua cama com cobertores e futom o suficiente para enfrentar o frio de zero graus a noite.
A minha esposa comecou a limpar a bagunca da casa, enquanto eu achei que o importante era garantir um lugar para dormir (o que nao seria possivel nos quartos dado a bagunca e terremotos secundarios) dentro da casa e o jantar. Achou que a luz voltaria em questao de horas (errou a previsao por 3 dias). Gastamos um bom tempo discutindo o que fazer.
E a luta comecou no dia seguinte. Alguns supermercados comecaram a vender. Eles nao deixam o pessoal entrar dentro; colocam mesas do lado de fora com mercadoria, como se fosse feira livre. O pessoal entao entra na fila e espera a vez. E e' racionado, uma unidade de cada tipo de produto. A espera na fila durou, na minha experiencia, de 1 hora e meia a 3 horas, dependendo do supermercado. As 7:30 da manha tem fila num super que abre as 10:00.
Uma coisa muito distinta do Brasil e' a maneira que os supermercados e firmas em geral aqui se comportam. Me lembram as aulas de Educacao Moral e Civica que tinha no ginasio. Que, no estilo bem brasileiro, o pessoal aprendia mas nunca achava que era para ele ou pra alguem esperto aplicar na pratica.
Aqui se leva a serio isso. As firmas estao cientes do papel que cumprem na sociedade. Elas cobram mas nenhuma tentou cobrar mais caro pra aproveitar. Funcionaram desde o dia 1 ou 2, mesmo tendo motivos pra nao funcionarem por semanas.
Embora haja comida para uma semana, resolvemos comer frugalmente. Simplesmente porque nao ha garantias de que a situacao se normalize antes disso. Obvio, nao? Mas tome a minha palavra, nao e'. Muita gente tem problemas em entender isso. Ha gente fazendo o contrario. Enquanto estocamos o que pudermos, ha gente que preferiu comer o que tem pra ir comprar quando acabar.
E' uma estrategia perigosissima ao meu ver. Pressupoe que o abastecimento voltara ao normal ate la ou que ainda havera comida no estoque do supermercado, quando na verdade, a possibilidade do supermercado esgotar e' maior a medida que o tempo passa. O que mais me surpreende e' que essas pessoas nao percebem que a vida delas esta em jogo. Nao estamos aqui falando de comprar um video game para o filho. Quanto tempo voce consegue viver sem comprar um game para seu filho? Quanto tempo voce consegue viver sem comer?
Vamos todo dia, de manha e no final da tarde ao abrigo (sao quadras cobertas de escolas transformadas em abrigos) perto de casa pegar agua e comida tambem. Sao distribuidos gratuitamente um garrafa de 500 ml de agua, oniguiri e uma banana. Um conjunto, note bem, por familia e nao por individuo. E nao da pra todos da fila.
A volta da luz nos deixa mais confuso ainda. Vendo TV, radio ou Internet nos da a impressao de estarmos interligados ao resto pais e do mundo quando isso nao ocorre na realidade. As estradas estao interditadas e mesmo que alguem queira me enviar comida de outra parte do pais o servico de entrega nao funciona. A gasolina esta racionada tambem.
Existe uma dicotomia entre o que se sente e a realidade. Isoloados fisicamente mas online com o resto do mundo. Muito estranho essa sensacao.
Um livro americano que fiz meu filho ler meio ano atras foi "A Estrada", que virou filme em 2009. E' a historia de pai e filho tentando sobreviver num mundo apocaliptico. A percepcao da realidade e a habilidade de como se virar num mundo novo com situacoes nunca vistas antes e' o que valem. A leitura valeu porque o moleque foi capaz de entender rapidamente o que eu falava enquanto a mae teve (tem ate hoje) problemas pra entender.
Isto porque sempre achei que eletricidade, banho de agua quente e TV, coisas que damos como certas sao artificiais. Pressupoem civilizacao. Ao contrario do que muitos pensam, nao ha garantia de que a humanidade sempre ira caminhar pra frente. Ha retrocessos e o que voce fara numa situacao dessas?
Sendai, 17 de março
Amigos,
Estou mandando este email para aqueles no Brasil me pedindo informacoes.
Pra comecar, ha poucos brasileiros nas areas atingidas, motivo pelo qual a gente nao houve falar de vitimais fatais brasileiras. Os dekasseguis se encontram em regioes industrializadas. A regiao atingida, Tohoku ("Nordeste") e' uma das mais pobres do pais. Sempre foi. Nao e' a toa que escolheram Tohoku pra ser o local onde Oshin nasceu.
Os brasileiros nesta regiao sao gente como eu, fora do movimento dekassegui. Sao ryugakuseis, gente que casou com japones. Enfim, gente que nao precisa, nao quer ou nao tem como conviver com outros brasileiros.
Sao menos de 1000 na area atingida, o que da menos de 0.4% da populacao brasileira no pais. Logo, se voce e' ignorante da geografia do Japao mas esta preocupado com seus queridos aqui (99% dos casos), fique tranquilo porque a possibilidade dele/dela ter morrido e' pequena.
Mas ha probabilidade de um terremoto secundario de magnitude 7 na escala Ritcher (equivalente ao de Kobe). A vizinha da frente, que teve a casa trincada, deixa o carro na rua (e nao na garagem) e mora e dorme no carro com medo dele. So entra na casa pra cozinhar e fazer as necessidades.
Mas ele nao aconteceu nos primeiros 4 dias onde a probabilidade era maior. Mas ele pode ocorrer dentro dos proximos meses, dizem os especialistas. Como se sabe disso? Porque isso ocorreu em terremotos de ordem semelhante. A ciencia de prever terremotos hoje se restringe a estudar o passado ja que nada se sabe como prever terremotos.
Este proprio e' uma prova disso. O grande terremoto que todo mundo fala e' o Tokai Jishin, centrado na area que vai de Tokyo a Nagoya. Tenho ouvido falado dele desde que vim ao Japao. De que ja esta na hora de acontecer (isso e' baseado na teoria de eles ocorrem em ciclos periodicos, baseados em comprovacoes empiricas - outra coisa do que se sabe muito pouco).
O da semana passada foi zebra. Pegou todos os especialistas de surpresa e muda toda a perspectiva da coisa. O de Tokai, se vier, vai ser picuinha ja que, em termos de probabilidade, deve ser menor que este, que, dizem, acontece a cada 1000 anos.
Outra mentira e' de que este foi o maior da historia do Japao. Bem, ha' registos de ocorreu um semelhante em 800 AD, 1200 anos atras. Este e' maior desde que comecaram a medir e registrar terremotos no Japao, ha um seculo atras.
E quanto a radiacao? Tome cuidado com as noticias que voce ouve. A comecar pela Globo ("uma das 10 maiores TVs do mundo") ha muita mentira que ate ginasianos aqui conseguiriam apontar. Me dizem que muito mudou no Brasil. Dificil de acreditar. O amadorismo, a cultura de fazer tudo nas coxas continua o mesmo.
Pra comecar a maioria nao consegue discernir Fukushima provincia da Fukushima cidade, o que e' sinal de que estao mal acessorados. A usina fica na regiao litoranea de Futaba-gun (a regiao em que minha mae nasceu) na costa litoranea da provincia de Fukushima.
Como poderia de se esperar ela fica numa regiao parcamente povoada. Ja a cidade de Fukushima fica no meio da provincia (veja mapa em anexo). Nao e' a cidade mais importante da provincia (Koriyama), outra coisa que o blogueiro e o jornalista para-quedista desconhece. Ha 250 km de distancia entre a usina e a cidade de Fukushima enquanto a area de evacucao e' de 30 km em torno da usina. Logo nao ha problemas imediatos.
As implicacoes a medio e longo prazo sao diferentes. O perigo e' real. A preparacao psicologica do publico para o pior ja comecou discretamente. A aparicao do emperador ontem na TV e' para isso. Ontem comecaram a aparecer gente na TV e radio dizendo com enfase que "este problema nao e' especifico de Fukushima mas de todo povo japones".
Por que tanta enfase no obvio, pode voce perguntar. E' para preparar o pessoal de outras provincias a receber eventuais vitimas da radiacao, ao inves de repudia-los, como ocorreu com Nagasaki e Hiroshima.
Ustream da NHK ao vivo para o mundo de graca: http://www.ustream.tv/channel/nhk-world-tv
E' em ingles. Como disse para alguns de voces anos atras, e' perdoavel nao saber japones. Num mundo globalizado, quem nao sabe ingles esta perdido. Como a maioria ja passou da hora de aprender linguas, facam seus filhos aprenderem.
Sendai, 18 de março
Amigos,
Emborar a luz tenha voltado 3 dias depois, ainda hoje, 1 semana depois, continuamos sem agua e gas.
Nao tomo banho, nao escovo dentes, nao lavo cabelo nem fiz a barba por uma semana. O luxo e' limpar o corpo com uma toalha molhada com agua quente.
O cafe da manha se resume a uma fatia de pao pullman com leite. O jantar e' cup lamem. O almoco varia. Como nao ha agua, o prato e' revestido com saran wrap antes de ser usado, evitando de ter que lava-lo. Uso o mesmo copo plastico e hashi faz ha uma semana. Nunca lavados.
O pessoal vai ate a piscina da escola pra pegar agua a ser usado como agua de descarga da privada.
O que voce acha de todo isso? Se estou certo, ha um gap entre o que eu e voce sentimos a respeito. Me acho abencoado. Bem ou mal tenho teto, comida e luz.
Mas esta e' a questao. O terremoto mudou a situacao em 2 minutos. Depois de 2 minutos, voce vive num mundo diferente. Quao rapidamente voce seria capaz de se adaptar a esse novo mundo? Quao rapidamente voce e' capaz de reconhecer que vive num mundo diferente? Isso e' fundamental e tenho visto que esse e' o problema da maioria.
E nao se iluda. Nao e' problema do vizinho. Ele comeca em casa, com seu marido, esposa ou filho. As pessoas ficam atordoadas com o terremoto e nao sabem o que fazer. Como convence-las do que e' prioritario no momento? O que fazer depois um terromoto as 2:50 da tarde? Estamos no inverno e nesta epoca do ano as 17:30 fica tudo escuro aqui (o dia e' notavelmente mais curto em Sendai do que Tokyo). O que fazer em 2 horas e meia ate o sol cair? Sem aquecedor, voce tem que guarantir que estara em bem sua cama com cobertores e futom o suficiente para enfrentar o frio de zero graus a noite.
A minha esposa comecou a limpar a bagunca da casa, enquanto eu achei que o importante era garantir um lugar para dormir (o que nao seria possivel nos quartos dado a bagunca e terremotos secundarios) dentro da casa e o jantar. Achou que a luz voltaria em questao de horas (errou a previsao por 3 dias). Gastamos um bom tempo discutindo o que fazer.
E a luta comecou no dia seguinte. Alguns supermercados comecaram a vender. Eles nao deixam o pessoal entrar dentro; colocam mesas do lado de fora com mercadoria, como se fosse feira livre. O pessoal entao entra na fila e espera a vez. E e' racionado, uma unidade de cada tipo de produto. A espera na fila durou, na minha experiencia, de 1 hora e meia a 3 horas, dependendo do supermercado. As 7:30 da manha tem fila num super que abre as 10:00.
Uma coisa muito distinta do Brasil e' a maneira que os supermercados e firmas em geral aqui se comportam. Me lembram as aulas de Educacao Moral e Civica que tinha no ginasio. Que, no estilo bem brasileiro, o pessoal aprendia mas nunca achava que era para ele ou pra alguem esperto aplicar na pratica.
Aqui se leva a serio isso. As firmas estao cientes do papel que cumprem na sociedade. Elas cobram mas nenhuma tentou cobrar mais caro pra aproveitar. Funcionaram desde o dia 1 ou 2, mesmo tendo motivos pra nao funcionarem por semanas.
Embora haja comida para uma semana, resolvemos comer frugalmente. Simplesmente porque nao ha garantias de que a situacao se normalize antes disso. Obvio, nao? Mas tome a minha palavra, nao e'. Muita gente tem problemas em entender isso. Ha gente fazendo o contrario. Enquanto estocamos o que pudermos, ha gente que preferiu comer o que tem pra ir comprar quando acabar.
E' uma estrategia perigosissima ao meu ver. Pressupoe que o abastecimento voltara ao normal ate la ou que ainda havera comida no estoque do supermercado, quando na verdade, a possibilidade do supermercado esgotar e' maior a medida que o tempo passa. O que mais me surpreende e' que essas pessoas nao percebem que a vida delas esta em jogo. Nao estamos aqui falando de comprar um video game para o filho. Quanto tempo voce consegue viver sem comprar um game para seu filho? Quanto tempo voce consegue viver sem comer?
Vamos todo dia, de manha e no final da tarde ao abrigo (sao quadras cobertas de escolas transformadas em abrigos) perto de casa pegar agua e comida tambem. Sao distribuidos gratuitamente um garrafa de 500 ml de agua, oniguiri e uma banana. Um conjunto, note bem, por familia e nao por individuo. E nao da pra todos da fila.
A volta da luz nos deixa mais confuso ainda. Vendo TV, radio ou Internet nos da a impressao de estarmos interligados ao resto pais e do mundo quando isso nao ocorre na realidade. As estradas estao interditadas e mesmo que alguem queira me enviar comida de outra parte do pais o servico de entrega nao funciona. A gasolina esta racionada tambem.
Existe uma dicotomia entre o que se sente e a realidade. Isoloados fisicamente mas online com o resto do mundo. Muito estranho essa sensacao.
Um livro americano que fiz meu filho ler meio ano atras foi "A Estrada", que virou filme em 2009. E' a historia de pai e filho tentando sobreviver num mundo apocaliptico. A percepcao da realidade e a habilidade de como se virar num mundo novo com situacoes nunca vistas antes e' o que valem. A leitura valeu porque o moleque foi capaz de entender rapidamente o que eu falava enquanto a mae teve (tem ate hoje) problemas pra entender.
Isto porque sempre achei que eletricidade, banho de agua quente e TV, coisas que damos como certas sao artificiais. Pressupoem civilizacao. Ao contrario do que muitos pensam, nao ha garantia de que a humanidade sempre ira caminhar pra frente. Ha retrocessos e o que voce fara numa situacao dessas?
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1 de mar. de 2011
Por que não tem alagamento em Tóquio?
Anualmente uns 25 tufões assolam o território japonês.
Desses, dois ou três atingem Tóquio em cheio, com chuvas fortíssimas durantre várias horas ou até um dia inteiro.
Mas nem por isso ocorrem enchentes ou alagamentos na cidade.
Por que será? Veja as explicações abaixo.
O subsolo de Tóquio alberga uma fantástica infraestrutura cujo aspecto se assemelha ao cenário de um jogo de computador ou a um templo de uma civilização remota. Cinco poços de 32 m de diâmetro por 65 m de profundidade interligados por 64 Km de túneis formam um colossal sistema de drenagem de águas pluviais destinado a impedir a inundação da cidade durante a época das chuvas.
A dimensão deste complexo subterrâneo desafia toda a imaginação. É uma obra de engenharia sofisticadíssima realizada em betão, situada 50 m abaixo do solo, fato extraordinário num país constantemente sujeito a abalos sísmicos e onde quase todas as infraestruturas são aéreas. A sua função é não apenas acumular as águas pluviais como também evacuá-las em direção a um rio, caso seja necessário. Para isso dispõe de 14.000 HP de turbinas capazes de bombear cerca de 200 t de água por segundo para o exterior.
Conclusão: Não existe problema insolúvel. Basta querer enfrentá-lo.
Para esse nível de tecnologia, as "enchentezinhas" de São Paulo, Rio, etc. são tiradas de letra.
Desses, dois ou três atingem Tóquio em cheio, com chuvas fortíssimas durantre várias horas ou até um dia inteiro.
Mas nem por isso ocorrem enchentes ou alagamentos na cidade.
Por que será? Veja as explicações abaixo.
O subsolo de Tóquio alberga uma fantástica infraestrutura cujo aspecto se assemelha ao cenário de um jogo de computador ou a um templo de uma civilização remota. Cinco poços de 32 m de diâmetro por 65 m de profundidade interligados por 64 Km de túneis formam um colossal sistema de drenagem de águas pluviais destinado a impedir a inundação da cidade durante a época das chuvas.
A dimensão deste complexo subterrâneo desafia toda a imaginação. É uma obra de engenharia sofisticadíssima realizada em betão, situada 50 m abaixo do solo, fato extraordinário num país constantemente sujeito a abalos sísmicos e onde quase todas as infraestruturas são aéreas. A sua função é não apenas acumular as águas pluviais como também evacuá-las em direção a um rio, caso seja necessário. Para isso dispõe de 14.000 HP de turbinas capazes de bombear cerca de 200 t de água por segundo para o exterior.
Conclusão: Não existe problema insolúvel. Basta querer enfrentá-lo.
Para esse nível de tecnologia, as "enchentezinhas" de São Paulo, Rio, etc. são tiradas de letra.
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10 de jan. de 2011
Ideia Sustentável: Transformar Plástico em Óleo
Achei um projeto excelente. O plástico regressa ao petróleo de onde veio.
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26 de out. de 2010
A Educação Brasileira agonizando na UTI


E mais uma vez, infelizmente, presencio uma imagem de indignação. O avião-modelo Thunderbolt, utilizado na 2ª Guerra Mundial, exposto na Praça do Expedicionário, no Centro de Curitiba foi alvo de vândalos sem caráter, pichado sem pudor e com a cabine quebrada. Até quando a gente vai ter que ficar presenciando tais atos semelhantes em nosso país?
Já comentei neste blog (link aqui com o título “Vergonha Estampada”) sobre tal falta de educação que alguns bandidos fazem na nossa sociedade. O que está acontecendo com a cidadania brasileira? A educação brasileira está cada vez mais indo para o fundo do poço e a gente fica assim de braços cruzados, dizendo que “assim é o Brasil, não tem jeito mesmo”? Cadê a competência das autoridades?
Nessa época das eleições, é mais do que nunca cobrarmos dos candidatos eleitos sobre tais situações problemáticas. Temos que ficar indignados, cobrarmos das autorizades competentes e fazermos a nossa parte, para melhorar cada vez mais nossa sociedade. Eu acredito que cada um de nós temos papéis importantes para agir e melhorar nosso país.
Estou mandando também uma carta de indignação e providências para a prefeitura de Curitiba e autoridades, mostrando que eu, como cidadão, fico indignado com a falta de segurança e de educação, não apenas na cidade, mas no país inteiro.
E é por isso que nessas eleições, o voto consciente é uma das armas nossas para mudar essa situação, além de cobrar dos governantes competentes. Exigimos Educação, Saúde e Segurança. Itens de direito por natureza para cada cidadão brasileiro!!!
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14 de jun. de 2010
Morretes (PR)
Cidade histórica do Paraná, situada na região litorânea, descendo a Serra do Mar, Morretes é famosa também pelo seu famoso prato típico: o Barreado (ver link aqui). Além disso, Morretes possui casas históricas com suas ruas em paralelepípedo, mantendo a arquitetura tradicional da época Brasil-Colônia.

Porém, uma das principais atratrões da cidade é o Rio Nhundiaquara, que corta a cidade, dando uma bela paisagem às margens do rio, aliando também aos restaurantes e bares que se situam nas margens, dando ao visitante, um almoço com vista às águas do Rio Nhundiaquara e sua vegetação riquíssima.

É também em Morretes que fica o Pico Marumbi, cuja montanha é sempre visitada com escalas até o topo. O visual da manhã com neblinas e nuvens na Serra do Mar e o visual do pôr-do-sol são um espetáculo a parte.

Durante a alta temporada, dá para fazer passeios em bote e em bóias nas correntezas do Rio Nhundiaquara. Sempre com instrutores para coordenar os pontos mais seguros para as travessias. À noite, uma opção de passeio é nas margens do rio e no centro histórico da cidade, onde há alguns coretos em praças, onde, de vez em quando, há apresentações de bandas, como nas épocas antigas. Há alguns restaurantes nas margens do rio que abrem à noite funcionando como bares, com música ambiente ao vivo, além de pizzarias no centro da cidade.

Enfim, é um passeio agradável, onde você esquece a rotina de cidades grandes. Morretes fica a apenas 69 km de Curitiba, em direção ao litoral paranaense. Outra opção de transpote: para quem sai de Curitiba, dá para viajar de trem até a estação da ALL de Morretes, cruzando a Serra do Mar, numa paisagem espetacular. Um roteiro recomendadíssimo para quem for visitar o litoral do Paraná.
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9 de abr. de 2010
Exemplo de Organização, Estrutura e Cidadania
Irônico eu ter postado anteriormente sobre os números e as condições do Lixo Sólido no Brasil e no dia seguinte, acontece a tragédia anunciada nas encostas de Niterói. Por que nós, Brasileiros, temos tido tamanha frequência de desastres como este de Niterói, fora os recentes casos de deslizamento de terra em Angra dos Reis na virada deste ano e os casos de Santa Catarina em 2008? Qualquer chuva que cai, parece que estamos a mercê desses problemas de alagamento, queda de árvores e deslizamento de terra. Até quando teremos que aguentar isso?
Abaixo, coloco uma reportagem de exemplo de organização e estrutura, onde deveríamos nos espelhar e nos conscientizar cada vez mais sobre a importância de um bom planejamento, uma boa infraestrutura e especialmente, uma boa educação e cidadania.
"Moradores de bairro japonês reaproveitam quase 100% do lixo"
Reportagem: Roberto Kovalick
Fonte: Globo.com
O que faz os japoneses serem tão cuidadosos é a educação: eles começaram a separar o lixo há 500 anos.
O trem parece saído de um filme de ficção. Sem maquinista, totalmente automático, passa pelo meio dos prédios a 20 metros de altura. O destino é o bairro mais moderno de Tóquio. Fica em uma ilha artificial, aterrada e construída – em grande parte – com lixo.
Ali, os japoneses ergueram hotéis, shopping centers, sedes de grandes empresas. Tem até roda gigante e uma réplica da Estátua da Liberdade. Não e só a aparência, Odaiba é como os japoneses esperam, que seja o futuro: eficiente e limpo. O bairro é um exemplo de convivência com o lixo: praticamente 100% são reaproveitados.
O brasileiro Akira morou aqui por dois anos. Agora está de mudança e, como acontece nessas situações, está produzindo muito lixo. Ele nos leva até a lixeira do prédio para mostrar que, para viver em uma sociedade limpa, é preciso obedecer a muitas regras. Para reciclar, Akira só tinha plásticos, por isso foi tudo em uma lixeira só. Mas geralmente, dá mais trabalho: é preciso separar o lixo em mais de 10 categorias.
“No começo não é natural separar tanto lixo. No Brasil estamos acostumados a uma lixeira só. Depois, isso começa a ficar natural”, diz o brasileiro.
Parte do lixo que não pode ser reciclada: restos de comida, papéis sujos. Isso é levado em um saco para outra sala.
O lixo segue automaticamente para uma usina. Tubos trazem o lixo para a usina. São cinco tubos, vindos das cinco regiões do bairro. São como gigantescos aspiradores de pó, sugando o lixo diretamente para a usina.
Lá dentro, toneladas de lixo são despejadas a cada minuto. Uma gigantesca garra mecânica, controlada por um comando parecido com o de videogame, recolhe tudo e joga na fornalha. O calor gera eletricidade. Tudo funciona automaticamente. Os engenheiros ficam só de olho para o caso de alguma pane. Nenhum grão de sujeira é desperdiçado.
As cinzas que sobram dessa queima são reaproveitadas, por exemplo, para pavimentar as ruas.
O engenheiro explica que, provavelmente, o ar expelido pela usina é mais limpo do que o que se respira em Tóquio. A energia produzida a partir do lixo abastece até 10 mil residências. E um dos clientes é um ginásio de esportes que, para combinar com o estilo do bairro, se parece com uma nave espacial.
As piscinas do centro esportivo são usadas pelos moradores do bairro, que pagam uma taxa baixa – R$ 6 – para nadar por duas horas aqui. A água é mantida sempre a 30º. Graças à energia vinda da usina de lixo, ninguém precisa passar frio.
Os moradores aproveitam os benefícios de viver em um bairro que é um dos mais limpos do mundo. O resto do Japão não chega a ser assim, mas também não é muito diferente.
As regras de separação de lixo variam de bairro para bairro. Alguns multam os que não obedecem. Mas o que faz os japoneses tão cuidadosos é a educação: eles começaram a separar o lixo há 500 anos, é uma tradição aprendida na escola e com a família.
No Japão, não há lixeiras nas calçadas. Se a gente quiser se livrar de uma garrafa de refrigerante, por exemplo, precisa ir até uma loja de conveniência, onde há um ponto de coleta para reciclagem. O lixo é dividido em quatro categorias. Aí tem que fazer assim: primeiro joga o resto do refrigerante no ralo. A garrafa tem que estar vazia. Depois, arranca o rótulo, que vai para a lata dos plásticos. Finalmente, pode jogar a garrafa fora, no lugar apropriado.
Dá trabalho? Claro que dá. O prêmio é viver em cidades que raramente alagam em dias de chuva e com ruas que parecem sempre ter acabado de passar por uma boa faxina.
Abaixo, coloco uma reportagem de exemplo de organização e estrutura, onde deveríamos nos espelhar e nos conscientizar cada vez mais sobre a importância de um bom planejamento, uma boa infraestrutura e especialmente, uma boa educação e cidadania.
"Moradores de bairro japonês reaproveitam quase 100% do lixo"
Reportagem: Roberto Kovalick
Fonte: Globo.com
O que faz os japoneses serem tão cuidadosos é a educação: eles começaram a separar o lixo há 500 anos.
O trem parece saído de um filme de ficção. Sem maquinista, totalmente automático, passa pelo meio dos prédios a 20 metros de altura. O destino é o bairro mais moderno de Tóquio. Fica em uma ilha artificial, aterrada e construída – em grande parte – com lixo.
Ali, os japoneses ergueram hotéis, shopping centers, sedes de grandes empresas. Tem até roda gigante e uma réplica da Estátua da Liberdade. Não e só a aparência, Odaiba é como os japoneses esperam, que seja o futuro: eficiente e limpo. O bairro é um exemplo de convivência com o lixo: praticamente 100% são reaproveitados.
O brasileiro Akira morou aqui por dois anos. Agora está de mudança e, como acontece nessas situações, está produzindo muito lixo. Ele nos leva até a lixeira do prédio para mostrar que, para viver em uma sociedade limpa, é preciso obedecer a muitas regras. Para reciclar, Akira só tinha plásticos, por isso foi tudo em uma lixeira só. Mas geralmente, dá mais trabalho: é preciso separar o lixo em mais de 10 categorias.
“No começo não é natural separar tanto lixo. No Brasil estamos acostumados a uma lixeira só. Depois, isso começa a ficar natural”, diz o brasileiro.
Parte do lixo que não pode ser reciclada: restos de comida, papéis sujos. Isso é levado em um saco para outra sala.
O lixo segue automaticamente para uma usina. Tubos trazem o lixo para a usina. São cinco tubos, vindos das cinco regiões do bairro. São como gigantescos aspiradores de pó, sugando o lixo diretamente para a usina.
Lá dentro, toneladas de lixo são despejadas a cada minuto. Uma gigantesca garra mecânica, controlada por um comando parecido com o de videogame, recolhe tudo e joga na fornalha. O calor gera eletricidade. Tudo funciona automaticamente. Os engenheiros ficam só de olho para o caso de alguma pane. Nenhum grão de sujeira é desperdiçado.
As cinzas que sobram dessa queima são reaproveitadas, por exemplo, para pavimentar as ruas.
O engenheiro explica que, provavelmente, o ar expelido pela usina é mais limpo do que o que se respira em Tóquio. A energia produzida a partir do lixo abastece até 10 mil residências. E um dos clientes é um ginásio de esportes que, para combinar com o estilo do bairro, se parece com uma nave espacial.
As piscinas do centro esportivo são usadas pelos moradores do bairro, que pagam uma taxa baixa – R$ 6 – para nadar por duas horas aqui. A água é mantida sempre a 30º. Graças à energia vinda da usina de lixo, ninguém precisa passar frio.
Os moradores aproveitam os benefícios de viver em um bairro que é um dos mais limpos do mundo. O resto do Japão não chega a ser assim, mas também não é muito diferente.
As regras de separação de lixo variam de bairro para bairro. Alguns multam os que não obedecem. Mas o que faz os japoneses tão cuidadosos é a educação: eles começaram a separar o lixo há 500 anos, é uma tradição aprendida na escola e com a família.
No Japão, não há lixeiras nas calçadas. Se a gente quiser se livrar de uma garrafa de refrigerante, por exemplo, precisa ir até uma loja de conveniência, onde há um ponto de coleta para reciclagem. O lixo é dividido em quatro categorias. Aí tem que fazer assim: primeiro joga o resto do refrigerante no ralo. A garrafa tem que estar vazia. Depois, arranca o rótulo, que vai para a lata dos plásticos. Finalmente, pode jogar a garrafa fora, no lugar apropriado.
Dá trabalho? Claro que dá. O prêmio é viver em cidades que raramente alagam em dias de chuva e com ruas que parecem sempre ter acabado de passar por uma boa faxina.
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6 de abr. de 2010
1 kg Por Dia Por Pessoa de Lixo Sólido
No Brasil são geradas, em média, 170 mil toneladas por dia de resíduos sólidos urbanos, praticamente um quilo de lixo por habitante. Isso sem contar o esgoto que despejamos. Desse total, 140 mil toneladas são coletadas, mas 60% delas não recebem o destino final adequado. São dados coletados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública), que apontam realmente para uma situação crítica.Apesar de alguns esforços de avanços e bons exemplos em determinadas regiões do Brasil, ainda falta um marco regulatório que contemple princípios específicos e regras claras quanto à gestão de resíduos sólidos em todo o País, o que inviabiliza ações concretas que alterem de maneira positiva o cenário.
Para se ter uma ideia, no mundo todo, por ano, são produzidos 932 bilhões de toneladas de resíduos. Desses, 250 bilhões são da Europa Ocidental, 225 bilhões dos EUA, 190 bilhões da China Urbana e 50 bilhões da Índia. O Brasil produz uns 45 bilhões de resíduos por ano. Os dados são das Agências Nacionais Ambientais. O problema não é a quantidade de resíduos gerados, e sim o destino delas.
Os resíduos são consequência do desenvolvimento da sociedade e do processo civilizatório, mas é necessário planejamento e organização da cadeia envolvida, tendo o verdadeiro comprometimento dos órgãos públicos para a busca de soluções realmente eficazes. A começar pelo investimento na educação do cidadão.
No caso do Brasil, na minha opinião, é preciso que o governo e as prefeituras cumpram o que estabelece a Lei Federal da Política Nacional de Saneamento Básico. A reciclagem é praticada, mas ainda é muito pequena, que representa apenas de 10 a 15% de coleta do total de volume de recicláveis, onde o restante ainda são depositados em lixões a céu aberto em vários municípios. Só para se ter uma ideia, o aterro da Caximba, na Região Metropolitana de Curitiba, recebe resíduos de 18 municípios, dando um total de 2,4 mil toneladas por dia. É necessário iniciativas no uso de tecnologias, desenvolvendo aproveitamento de materiais, compostagem, biodigestão e utilização como insumo sanitário.
Se houver um bom planejamento estratégico socio-ecologico-econônico, as empresas parceiras poderiam não apenas ter um bom investimento ao fazer planejamento de reciclagem de tais resíduos, como também melhorar o ecossistema do planeta, onde toda a humanidade sairia ganhando, claro, cada um fazendo também sua parte.
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