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12 de ago. de 2019
Série: Chernobyl 2019
A maior tragédia ambiental (senão, a maior catástrofe) da história, novamente é contada pelo produção da HBO numa série de 5 capítulos de uma hora cada, desde momentos antes da tragédia anunciada até os dias de hoje. Ao escutar o nome "Chernobyl", já dá até calafrios, devido a enorme proporção que causou ao mundo inteiro e que ainda ocorre até os dias de hoje, selando séculos de isolamento total de uma área enorme, devido ainda à contaminação radioativa presente que vai se perpetuar pra quase uma "eternidade". Pra variar, nem vou contar essa história trágica, pois todo mundo está "careca" de saber desse acontecimento, apenas darei minha breve opinião sobre a série em si.
13 de out. de 2011
Algumas Ideias Sustentáveis Curiosas
Navegando e navegando... (like a Camões) pela internet e vi algumas ideias sustentáveis que poderiam realmente ser colocadas em prática no "cotidiano nosso de cada dia". Eis algumas:
- "Energia com a Dança"
"Dance para salvar o mundo", é o slogan do Bar Surya, em Londres, onde a pista de dança do bar fora modificada com placas conversoras de energia, capazes de produzirem energia elétrica com movimentos dos frequentadores. As placas, ao serem pressionadas com pulos e passos, convertem energia mecânica em energia elétrica, que depois, essa energia é repassada ao estabelecimento, economizando 60% de energia elétrica vinda de forma comum.
- "Bicicleta Ergométrica por um Almoço"
O Crown Plaza Hotell, em Copenhague, oferece aos seus hóspedes, uma bicicleta ergométrica que são ligadas a um gerador de eletricidade. Além de se exercitar, o hóspede contribui para geração de energia elétrica, que o hotel a utiliza para economizar eletricidade em seu estabelecimento. É claro, o hotel gratifica o hóspede voluntário com um vale-refeição se o hóspede produzir pelo menos 10 watts/hora, equivalente a uns 15 minutos de pedalada normal.
- Água desperdiçada para regar planta
Denominada de "Pia Jardim Zen", o grupo chamado "Gau Designs" criou uma ideia simples, onde consiste em aproveitar água desperdiçada das pias para regar plantas. A pia possui um canal que conecta com um vaso onde pode ser colocada uma plantinha. O canal conta com um filtro que separa o sabão da água, regando a plantinha com a água que você usou para lavar as mãos sem "ensaboar" a plantinha.
- Carregando seu Celular com Apertos de Mão
Que tal exercitar os músculos de sua mão, enquanto carrega seu smartphone? Ideia simples que uma "empresa" chamada "Mac Funamizu" criou com um slogan : "You Can Work It Out". Por enquanto, parece que só tem para iPhone, mas logo logo deverá ter para outras plataformas (se é que já não tem).
- Chuveiro "Pede para Sair"
Uma solução para aqueles que adoram passar um tempão tomando uma ducha relaxante e não se tocam. O chuveiro Eco Drop possui círculos concêntricos com tapetes no chão, que vão crescendo enquanto o chuveiro está ligado. Após um tempo, a sensação fica tão incômoda que te força a sair do banho e, consequentemente, economizar água e energia. Em torno de 20% de toda energia gasta no lar vem da água quente utilizada no banho.
- Interruptor "Semáforo"
Consiste num interruptor com um LED que muda de cor e uma "fisionomia de uma carinha" que muda sua expressão, assim que o tempo vai passando se você deixar ligado. O verde indica ainda "ok" e o "fantasminha" ainda está contente, com uma hora ligado. A partir das quatro horas, a cor muda para amarelo e o "fantasminha" fica com cara de tacho assustado. Mais de oito horas ligado, o "fantasminha" fica "vermelho de raiva"... O tempo é programável de acordo com o desejo do usuário. Divertido para as crianças, mas isso pode ser um tiro no próprio pé, já que crianças são curiosas que querem ver o fantasminha ranzinza, hehehe. Mas não deixa de ser curioso.
Enfim, há muitas outras ideias por aí, que vi nesse link, por exemplo. Ideias sustentáveis não faltam. O que falta é pô-las em prática realmente.
- "Energia com a Dança"
"Dance para salvar o mundo", é o slogan do Bar Surya, em Londres, onde a pista de dança do bar fora modificada com placas conversoras de energia, capazes de produzirem energia elétrica com movimentos dos frequentadores. As placas, ao serem pressionadas com pulos e passos, convertem energia mecânica em energia elétrica, que depois, essa energia é repassada ao estabelecimento, economizando 60% de energia elétrica vinda de forma comum.
- "Bicicleta Ergométrica por um Almoço"
O Crown Plaza Hotell, em Copenhague, oferece aos seus hóspedes, uma bicicleta ergométrica que são ligadas a um gerador de eletricidade. Além de se exercitar, o hóspede contribui para geração de energia elétrica, que o hotel a utiliza para economizar eletricidade em seu estabelecimento. É claro, o hotel gratifica o hóspede voluntário com um vale-refeição se o hóspede produzir pelo menos 10 watts/hora, equivalente a uns 15 minutos de pedalada normal.
- Água desperdiçada para regar planta
Denominada de "Pia Jardim Zen", o grupo chamado "Gau Designs" criou uma ideia simples, onde consiste em aproveitar água desperdiçada das pias para regar plantas. A pia possui um canal que conecta com um vaso onde pode ser colocada uma plantinha. O canal conta com um filtro que separa o sabão da água, regando a plantinha com a água que você usou para lavar as mãos sem "ensaboar" a plantinha.
- Carregando seu Celular com Apertos de Mão
Que tal exercitar os músculos de sua mão, enquanto carrega seu smartphone? Ideia simples que uma "empresa" chamada "Mac Funamizu" criou com um slogan : "You Can Work It Out". Por enquanto, parece que só tem para iPhone, mas logo logo deverá ter para outras plataformas (se é que já não tem).
- Chuveiro "Pede para Sair"
Uma solução para aqueles que adoram passar um tempão tomando uma ducha relaxante e não se tocam. O chuveiro Eco Drop possui círculos concêntricos com tapetes no chão, que vão crescendo enquanto o chuveiro está ligado. Após um tempo, a sensação fica tão incômoda que te força a sair do banho e, consequentemente, economizar água e energia. Em torno de 20% de toda energia gasta no lar vem da água quente utilizada no banho.
- Interruptor "Semáforo"
Consiste num interruptor com um LED que muda de cor e uma "fisionomia de uma carinha" que muda sua expressão, assim que o tempo vai passando se você deixar ligado. O verde indica ainda "ok" e o "fantasminha" ainda está contente, com uma hora ligado. A partir das quatro horas, a cor muda para amarelo e o "fantasminha" fica com cara de tacho assustado. Mais de oito horas ligado, o "fantasminha" fica "vermelho de raiva"... O tempo é programável de acordo com o desejo do usuário. Divertido para as crianças, mas isso pode ser um tiro no próprio pé, já que crianças são curiosas que querem ver o fantasminha ranzinza, hehehe. Mas não deixa de ser curioso.
Enfim, há muitas outras ideias por aí, que vi nesse link, por exemplo. Ideias sustentáveis não faltam. O que falta é pô-las em prática realmente.
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11 de jul. de 2011
A Questão das Usinas Nucleares
A questão das usinas nucleares tem sido alvo de muita polêmica já há muito tempo atrás. E fato agora que se intensificou ainda mais agora devido ao acidente nuclear da Usina de Fukushima em março deste ano. E, de quebra, reacendeu a questão da usina de Chernobyl.
Todo mundo sabia dos riscos em implementar usinas nucleares. A toxidade dos materiais radioativos é uma das mais devastadoras, podendo levar à morte do indivíduo em questão de dias por câncer super-agressivo. Apesar de testes tecnológicos e aperfeiçoamento no nível de segurança na questão de radiação nuclear, quando acontece um, muitas vezes é de nível grave e trágico na maioria das vezes. Com relação ao vazamento nuclear da usina de Fukushima Daiichi, após 4 meses desde o acidente (terremoto e tsunami), a solução de contenção do vazamento radioativo da usina ainda está longe de uma solução. A região da usina, num raio de 30 km está isolada e não se sabe o dia em que tal região possa ser segura novamente para a população. OBS: na região de Chernobyl, até hoje está completamente abandonada, mesmo após 25 anos desde o acidente (veja algumas fotos aqui). Claro, o acidente da usina de Fukushima foi bem menos grave que o de Chernobyl, e por enquanto, as consequências foram bem menores, mas órgãos mundiais já classificaram o acidente nuclear de Fukushima praticamente no mesmo patamar do de Chernobyl.
Apesar dos riscos inerentes em implementação das usinas nucleares, tais usinas ainda são muito utilizadas mundo afora, principalmente nos Estados Unidos, na Europa e no próprio Japão, por vários motivos. Um deles é o seu enorme potencial energético, pois as usinas nucleares ainda são as mais potentes que o homem já criou, com capacidade energética igual a das usinas termoelétricas e das hidrelétricas, mas utilizando menos espaço físico e sem dependência de combustível fóssil. Daí, uma das razões do Japão ainda depender das usinas nucleares para se auto-sustentar. Só para ter uma ideia, lá, as usinas nucleares representam 30% da geração de energia elétrica no país. E na França ainda mais: 78% da energia do país provém das usinas nucleares.
Como tinha dito antes, uma grande vantagem das usinas nucleares é a não-utilização de combustíveis fósseis (oposto da termoelétrica) e de não necessitar o alagamento de grandes áreas para a formação dos lagos de reservatórios, evitando assim a perda de áreas de reservas naturais ou de terras agriculturáveis, bem como a remoção de comunidades inteiras das áreas que são alagadas (contrário da hidrelétrica).
Aí fica o dilema: como resolver essa questão das usinas? Após o acidente da usina de Fukushima, protestos e mais protestos ocorrem mundo afora contra tais usinas, principalmente no Japão. Entretanto, o Governo Japonês parece ainda estar reluntante, pois sabe que, acabando imediatamente com as usinas nucleares, o país corre o risco muito sério de haver forte escassez energética, comprometendo toda a infra-estrutura do país (fechamento de fábricas, diminuição drástica nos serviços, consumo freado e entre outras coisas). Atualmente, o Japão está passando por um dos maiores racionamentos energéticos de todos os tempos por causa do acidente. Desligamento dos ar-condicionados, diminuição de tempo de fabricação nas indústrias e suspensão de mega-eventos.
Solução? Com a tecnologia que temos atualmente, apesar do progresso de outra fontes de energia, como eólica, solar e bio-combustível, ainda não temos tecnologia suficiente para simplesmente implementá-los, substituindo as nucleares. E o custo ainda é exorbitante. E mesmo que tais fontes alternativas sejam ecologicamente corretas, elas ainda são insuficientes na capacidade de geração de energia comparando com as nucleares. As hidrelétricas e as termoelétricas são as que dominam ao redor do mundo, mas estas têm problemas de sustentabilidade e de meio-ambiente, gerando poluição atmosférica (termoelétricas) e devastando áreas nativas (hidrelétricas).
Enquanto a Alemanha decidiu acabar com suas usinas nucleares, países como a França ainda mantém firme seu uso. Até o Brasil, que tem duas usinas nucleares (Angra 1 e 2), vai implementar uma terceira usina (Angra 3).
Por enquanto, estamos ainda nessa divisão de opiniões sobre as usinas nucleares. Mas acredito que elas possam ser realmente substituídas no futuro, mas isso só irá acontecer aos poucos de forma bem gradativa. Estamos progredindo sim com as pesquisas de fontes alternativas sustentáveis de geração de energia, mas enquanto não vem a solução definitiva, ainda temos que contar com que temos atualmente e cuidar da manutenção e prevenção para evitar mais desastres. Mas caso aconteça algum acidente de nível alto, teremos que estar preparados para isso.
É sempre importante saber levantar as questões dos prós e contras de cada tipo de usina. E, claro, evitar ao máximo o desperdício. Pensemos nisso.
Todo mundo sabia dos riscos em implementar usinas nucleares. A toxidade dos materiais radioativos é uma das mais devastadoras, podendo levar à morte do indivíduo em questão de dias por câncer super-agressivo. Apesar de testes tecnológicos e aperfeiçoamento no nível de segurança na questão de radiação nuclear, quando acontece um, muitas vezes é de nível grave e trágico na maioria das vezes. Com relação ao vazamento nuclear da usina de Fukushima Daiichi, após 4 meses desde o acidente (terremoto e tsunami), a solução de contenção do vazamento radioativo da usina ainda está longe de uma solução. A região da usina, num raio de 30 km está isolada e não se sabe o dia em que tal região possa ser segura novamente para a população. OBS: na região de Chernobyl, até hoje está completamente abandonada, mesmo após 25 anos desde o acidente (veja algumas fotos aqui). Claro, o acidente da usina de Fukushima foi bem menos grave que o de Chernobyl, e por enquanto, as consequências foram bem menores, mas órgãos mundiais já classificaram o acidente nuclear de Fukushima praticamente no mesmo patamar do de Chernobyl.
Apesar dos riscos inerentes em implementação das usinas nucleares, tais usinas ainda são muito utilizadas mundo afora, principalmente nos Estados Unidos, na Europa e no próprio Japão, por vários motivos. Um deles é o seu enorme potencial energético, pois as usinas nucleares ainda são as mais potentes que o homem já criou, com capacidade energética igual a das usinas termoelétricas e das hidrelétricas, mas utilizando menos espaço físico e sem dependência de combustível fóssil. Daí, uma das razões do Japão ainda depender das usinas nucleares para se auto-sustentar. Só para ter uma ideia, lá, as usinas nucleares representam 30% da geração de energia elétrica no país. E na França ainda mais: 78% da energia do país provém das usinas nucleares.
Como tinha dito antes, uma grande vantagem das usinas nucleares é a não-utilização de combustíveis fósseis (oposto da termoelétrica) e de não necessitar o alagamento de grandes áreas para a formação dos lagos de reservatórios, evitando assim a perda de áreas de reservas naturais ou de terras agriculturáveis, bem como a remoção de comunidades inteiras das áreas que são alagadas (contrário da hidrelétrica).
Aí fica o dilema: como resolver essa questão das usinas? Após o acidente da usina de Fukushima, protestos e mais protestos ocorrem mundo afora contra tais usinas, principalmente no Japão. Entretanto, o Governo Japonês parece ainda estar reluntante, pois sabe que, acabando imediatamente com as usinas nucleares, o país corre o risco muito sério de haver forte escassez energética, comprometendo toda a infra-estrutura do país (fechamento de fábricas, diminuição drástica nos serviços, consumo freado e entre outras coisas). Atualmente, o Japão está passando por um dos maiores racionamentos energéticos de todos os tempos por causa do acidente. Desligamento dos ar-condicionados, diminuição de tempo de fabricação nas indústrias e suspensão de mega-eventos.
Solução? Com a tecnologia que temos atualmente, apesar do progresso de outra fontes de energia, como eólica, solar e bio-combustível, ainda não temos tecnologia suficiente para simplesmente implementá-los, substituindo as nucleares. E o custo ainda é exorbitante. E mesmo que tais fontes alternativas sejam ecologicamente corretas, elas ainda são insuficientes na capacidade de geração de energia comparando com as nucleares. As hidrelétricas e as termoelétricas são as que dominam ao redor do mundo, mas estas têm problemas de sustentabilidade e de meio-ambiente, gerando poluição atmosférica (termoelétricas) e devastando áreas nativas (hidrelétricas).
Enquanto a Alemanha decidiu acabar com suas usinas nucleares, países como a França ainda mantém firme seu uso. Até o Brasil, que tem duas usinas nucleares (Angra 1 e 2), vai implementar uma terceira usina (Angra 3).
Por enquanto, estamos ainda nessa divisão de opiniões sobre as usinas nucleares. Mas acredito que elas possam ser realmente substituídas no futuro, mas isso só irá acontecer aos poucos de forma bem gradativa. Estamos progredindo sim com as pesquisas de fontes alternativas sustentáveis de geração de energia, mas enquanto não vem a solução definitiva, ainda temos que contar com que temos atualmente e cuidar da manutenção e prevenção para evitar mais desastres. Mas caso aconteça algum acidente de nível alto, teremos que estar preparados para isso.
É sempre importante saber levantar as questões dos prós e contras de cada tipo de usina. E, claro, evitar ao máximo o desperdício. Pensemos nisso.
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5 de abr. de 2011
Lixo como Fonte Energética e Econômica
Texto com ideias do Eng. Arnaldo Reinhold
Muita gente pode não saber, mas os resíduos domésticos, industriais, hospitalares, isto é, o "lixão" em geral podem servir de fonte de combustível para geração de energia. O lixo em geral tem a metade do potencial energético do carvão. E o tópico sobre recuperação de energia a partir desses resíduos é de um interesse totalmente sustentável, viabilizando a questão econômica quanto a ecológica.
Um dos grandes problemas atuais é que a geração de lixo continua superando o crescimento econômico e deve aumentar ainda mais até em 2020. E devido a esse grande aumento é que tem-se preocupado sobre o reaproveitamento da energia derivada de resíduos, juntamente com a reciclagem. Um dos recursos para gerenciar os resíduos é através do tratamento térmico desses resíduos por gaseificação superadiabática em usinas.
O gás de aterro é produzido pela decomposição de resíduos orgânicos em condições anaeróbias no local do aterro, no qual sua composição é de uns 55% de metano, 40% de dióxido de carbono e o restante de nitrogênio, hidrogênio e água. E o metano, direcionando como fonte de energia, pode trazer o benefício adicional de ajudar a reduzir o seu potencial de aumentar o aquecimento global com o efeito estufa.
Entretanto, pouco se tem feito no Brasil, pois ainda não existe usina alguma de reciclagem energética do lixo em operação no país, enquanto que no restante do mundo, há mais de 750 unidades em funcionamento. Essas unidades chamam-se "Waste to Energy" (WTE).
Esse processo de gaseificação para o reprocessamento de resíduos começou em larga escala em 1994, com várias empresas, institutos de pesquisa e universidades de tecnologia da Europa participando no desenvolvimento. O sistema é seguro e é instalado em locais com maior facilidade de coleta domiciliar.
Outro benefício é o quanto de lixo pode gerar energia. Confira abaixo um exemplo de quanto apenas um quilo de lixo pode gerar:
- Secador de cabelos por 24 minutos
- Máquina de lavar por 20 minutos
- Geladeira por 2 horas e 52 minutos
- TV por 5 horas e 45 minutos
- Forno elétrico por 22 minutos
- Ferro elétrico por 43 minutos
- Computador por 5 horas
A Finlândia já é um exemplo de um país em fase de produção com alta precisão e tecnologia testada e comprovada. Assim, o país pode controlar o nível de geração de gases do efeito estufa, reduzindo consideralvente sua emissão de gases à atmosfera. A partir daí trata-se do comércio de Créditos de Carbono, onde o país ganha tais créditos, reduzindo a multa econômica para o país, de acordo com alguns artigos do Protocolo de Kyoto.
Outro países, como Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Noruega e Suécia já fazem negociações de contratos futuros de Crédito de Carbono. O Brasil deve se beneficiar deste cenário como alvo de investimentos para projetos de redução de emissão de gases poluentes. Entretanto, o que se tem feito até agora ainda não está no andamento adequado. Para o Brasil, é necessário criar uma mentalidade de sustentabilidade partindo de iniciativas inovadoras, buscando maior transparência em seus projetos e evitando uma burocratização que perpetua em nosso país. O Brasil tem a faca e o queijo nas mãos. Só falta o ato.
Muita gente pode não saber, mas os resíduos domésticos, industriais, hospitalares, isto é, o "lixão" em geral podem servir de fonte de combustível para geração de energia. O lixo em geral tem a metade do potencial energético do carvão. E o tópico sobre recuperação de energia a partir desses resíduos é de um interesse totalmente sustentável, viabilizando a questão econômica quanto a ecológica.
Um dos grandes problemas atuais é que a geração de lixo continua superando o crescimento econômico e deve aumentar ainda mais até em 2020. E devido a esse grande aumento é que tem-se preocupado sobre o reaproveitamento da energia derivada de resíduos, juntamente com a reciclagem. Um dos recursos para gerenciar os resíduos é através do tratamento térmico desses resíduos por gaseificação superadiabática em usinas.
O gás de aterro é produzido pela decomposição de resíduos orgânicos em condições anaeróbias no local do aterro, no qual sua composição é de uns 55% de metano, 40% de dióxido de carbono e o restante de nitrogênio, hidrogênio e água. E o metano, direcionando como fonte de energia, pode trazer o benefício adicional de ajudar a reduzir o seu potencial de aumentar o aquecimento global com o efeito estufa.
Entretanto, pouco se tem feito no Brasil, pois ainda não existe usina alguma de reciclagem energética do lixo em operação no país, enquanto que no restante do mundo, há mais de 750 unidades em funcionamento. Essas unidades chamam-se "Waste to Energy" (WTE).
Esse processo de gaseificação para o reprocessamento de resíduos começou em larga escala em 1994, com várias empresas, institutos de pesquisa e universidades de tecnologia da Europa participando no desenvolvimento. O sistema é seguro e é instalado em locais com maior facilidade de coleta domiciliar.
Outro benefício é o quanto de lixo pode gerar energia. Confira abaixo um exemplo de quanto apenas um quilo de lixo pode gerar:
- Secador de cabelos por 24 minutos
- Máquina de lavar por 20 minutos
- Geladeira por 2 horas e 52 minutos
- TV por 5 horas e 45 minutos
- Forno elétrico por 22 minutos
- Ferro elétrico por 43 minutos
- Computador por 5 horas
A Finlândia já é um exemplo de um país em fase de produção com alta precisão e tecnologia testada e comprovada. Assim, o país pode controlar o nível de geração de gases do efeito estufa, reduzindo consideralvente sua emissão de gases à atmosfera. A partir daí trata-se do comércio de Créditos de Carbono, onde o país ganha tais créditos, reduzindo a multa econômica para o país, de acordo com alguns artigos do Protocolo de Kyoto.
Outro países, como Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Noruega e Suécia já fazem negociações de contratos futuros de Crédito de Carbono. O Brasil deve se beneficiar deste cenário como alvo de investimentos para projetos de redução de emissão de gases poluentes. Entretanto, o que se tem feito até agora ainda não está no andamento adequado. Para o Brasil, é necessário criar uma mentalidade de sustentabilidade partindo de iniciativas inovadoras, buscando maior transparência em seus projetos e evitando uma burocratização que perpetua em nosso país. O Brasil tem a faca e o queijo nas mãos. Só falta o ato.
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10 de jan. de 2011
Ideia Sustentável: Transformar Plástico em Óleo
Achei um projeto excelente. O plástico regressa ao petróleo de onde veio.
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5 de mai. de 2010
Verdade ou Mito? Água no Micro-ondas
Esses dias, recebi uma corrente de e-mail alertando sobre o perigo de esquentar um copo ou uma tigela com água num forno de micro-ondas. Segundo o e-mail, houve relatos de acidentes envolvendo tal ato, onde, por exemplo, "um filho de uma amiga de uma conhecida nossa" sofreu queimaduras no rosto e nos olhos após ter esquentado um copo com água num forno de micro-ondas e em seguida ter colocado uma colher nela. A água, de repente, saltou para fora do copo, espirrando bem no rosto dessa criança. A criança foi levada ao hospital e a pele do rosto ficou manchada e um dos olhos ficou ferido a ponto de ter deixado praticamente cego.
Não cheguei a fazer essa experiência, pois sempre esquento a água no fogão ou na cafeteira elétrica para um cafezinho. Mas andei verificando no google (pra variar) sobre o tema. Alguns dizem que isso é "lenda" e não tem sentido, porém a maioria das informações fala que esquentar água no micro-ondas realmente faz a água "explodir", dependendo da potência do micro-ondas e do recipiente. Deixei a palavra entre aspas, porque não é a mesma definição de explosão de uma bomba, e sim, um escape da água de forma meio abrupta.
Agora, sobre o conteúdo do e-mail, digamos que seja "meia-verdade", pois, segundo fontes confiáveis baseados no Ministério da Saúde, não houve registros de acidentes envolvendo queimaduras graves com água esquentada no micro-ondas. Essa "corrente" de e-mail está, obviamente, em tom exagerado. Acho que os autores dessa corrente queriam chamar atenção do perigo, inventando um caso desse "filho de uma amiga de uma conhecida", entretanto, pelos conhecimentos da Física, há sim possibilidade de vazamento abrupto da água no recipiente, após contato nela.
Quando utilizamos o fogão para aquecer a água, geralmente utilizamos panelas com superfícies de alta rugosidade, comparadas com os recipientes que utilizamos no forno de microondas. As imperfeições da panela e as impurezas que ali se encontram ajudam na formação de bolhas de vapor quando a água atinge sua temperatura de ebulição, 100 oC. Já nos recipientes utilizados no forno de microondas essas imperfeições são geralmente menores (copo de vidro, por exemplo), diminuindo também as impurezas. Assim a formação de bolhas de vapor pode ser adiada.
Outro fator é que no forno de microondas o recipiente (geralmente de vidro) não esquenta tanto como a água. O calor é transmitido por condução da água para o recipiente, assim, a água pode ficar com uma temperatura maior no centro e menor nas regiões próximas do recipiente o que também pode dificultar o aparecimento das bolhas, que deveriam se formar nessa região.
A formação de bolhas de vapor é adiada por estes fatores, onde pode chegar a temperaturas superiores a do seu ponto de ebulição, e não evaporar. Logo, quando for colocado algum objeto (colher, por exemplo) ou alguma substância (café, açúcar) na superfície da água as bolhas de vapor vão surgir repentinamente, aumentando rapidamente o volume e liberando a energia acumulada, fazendo a água "explodir".
Mas, como não fiz o experimento, fica ainda minha dúvida sobre o caso, porém, tendenciando mais para o lado verdade. Se alguém aí já fez tal experiência, relate-a para nós aqui.
Abaixo, encontrei dois vídeos científicos mostrando esses procedimentos.
Referência: Google, efeitojoule.com, quatrocantos.com, mais.uol.com.br
Não cheguei a fazer essa experiência, pois sempre esquento a água no fogão ou na cafeteira elétrica para um cafezinho. Mas andei verificando no google (pra variar) sobre o tema. Alguns dizem que isso é "lenda" e não tem sentido, porém a maioria das informações fala que esquentar água no micro-ondas realmente faz a água "explodir", dependendo da potência do micro-ondas e do recipiente. Deixei a palavra entre aspas, porque não é a mesma definição de explosão de uma bomba, e sim, um escape da água de forma meio abrupta.
Agora, sobre o conteúdo do e-mail, digamos que seja "meia-verdade", pois, segundo fontes confiáveis baseados no Ministério da Saúde, não houve registros de acidentes envolvendo queimaduras graves com água esquentada no micro-ondas. Essa "corrente" de e-mail está, obviamente, em tom exagerado. Acho que os autores dessa corrente queriam chamar atenção do perigo, inventando um caso desse "filho de uma amiga de uma conhecida", entretanto, pelos conhecimentos da Física, há sim possibilidade de vazamento abrupto da água no recipiente, após contato nela.
Quando utilizamos o fogão para aquecer a água, geralmente utilizamos panelas com superfícies de alta rugosidade, comparadas com os recipientes que utilizamos no forno de microondas. As imperfeições da panela e as impurezas que ali se encontram ajudam na formação de bolhas de vapor quando a água atinge sua temperatura de ebulição, 100 oC. Já nos recipientes utilizados no forno de microondas essas imperfeições são geralmente menores (copo de vidro, por exemplo), diminuindo também as impurezas. Assim a formação de bolhas de vapor pode ser adiada.
Outro fator é que no forno de microondas o recipiente (geralmente de vidro) não esquenta tanto como a água. O calor é transmitido por condução da água para o recipiente, assim, a água pode ficar com uma temperatura maior no centro e menor nas regiões próximas do recipiente o que também pode dificultar o aparecimento das bolhas, que deveriam se formar nessa região.
A formação de bolhas de vapor é adiada por estes fatores, onde pode chegar a temperaturas superiores a do seu ponto de ebulição, e não evaporar. Logo, quando for colocado algum objeto (colher, por exemplo) ou alguma substância (café, açúcar) na superfície da água as bolhas de vapor vão surgir repentinamente, aumentando rapidamente o volume e liberando a energia acumulada, fazendo a água "explodir".
Mas, como não fiz o experimento, fica ainda minha dúvida sobre o caso, porém, tendenciando mais para o lado verdade. Se alguém aí já fez tal experiência, relate-a para nós aqui.
Abaixo, encontrei dois vídeos científicos mostrando esses procedimentos.
Referência: Google, efeitojoule.com, quatrocantos.com, mais.uol.com.br
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31 de jan. de 2010
Nova Tomada de 3 Pinos
As novas casas que estão surgindo não irão ter problemas com a nova tomada. O problema está nas construções antigas, onde muito provavelmente, ao longo do tempo, precisarão ser reinstaladas novas fiações elétricas para tais tomadas. Existem adaptadores para tomadas de 3 pinos para 2 pinos vendendo em lojas de construções.
Na minha opinião, não acredito que a mudança irá surtir efeitos construtivos realmente significativos no momento. E também muitas pessoas não irão refazer a fiação elétrica, bastando apenas utilizar tais adaptadores (apesar de aparentemente oferecer menos segurança). Na verdade, a tomada de 3 pinos já era utilizada em microcomputadores e notebooks, com formato diferente. Praticamente, o efeito é o mesmo da nova tomada. Então, para que mudar o formato? Elegância? Praticidade? Bom, fato mesmo é que não será nada prático mudar a fiação das antigas construções, além do orçamento para instalação.
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17 de jun. de 2009
Alta da Gasolina no Brasil em Época de Baixa do Petróleo no Mundo

Todos nós sabemos que o preço do barril do petróleo tem despencado nesses últimos tempos, boa parte da culpa devido à crise econômica mundial.
Só para se ter uma ideia, no Japão, até em meados de 2008, antes do estouro da crise econômica, o preço da gasolina tinha tido uma alta de preço, em torno de 3,70 reais por litro. Com a procura de petróleo em baixa pelas indústrias após o estouro da bolha econômica mundial em setembro de 2008, seu preço caiu gradativamente até chegar a uns 1,97 reais por litro nos postos de gasolina do Japão. Atualmente está em torno de uns 2,10 reais por litro.
Já aqui no Brasil, o preço da gasolina não abaixa, não seguindo a tendência do Japão e do resto do mundo. Por quê?
Para se ter uma ideia, boa parte dos preços de todos os produtos vendidos no Brasil está inserida as taxas de impostos, e nos combustíveis temos uma infinidade de impostos e taxas administrativas em que o consumidor paga-lhes no final.
Acabei pegando alguns dados de um blog (MDig); como estamos pagando caro por isso:
800 ml de gasolina vendida pela Petrobrás R$ 0,80
200 ml de álcool misturado a gasolina R$ 0,20
CIDE - PIS/COFINS R$ 0,44
ICMS R$ 0,64
Lucro da distribuidora R$ 0,08
Frete R$ 0,02
Lucro do posto R$ 0,25
Valor do litro sem impostos R$ 1,39
Valor do litro com impostos R$ 2,47
Só como exemplo vamos supor que você gasta 100 litros de gasolina ao mês, os valores ficariam então divididos da seguinte forma:
"Próprio otário" do automóvel (nós) R$ 247,00 (pagamento)
"Próprio otário" do caminhão (transportadora) R$ 2,00
Proprietário do posto R$ 25,00
Cabide de emprego/Petrobrás R$ 104,00
Ladrões/Governo R$ 108,00
Entenderam agora porque o presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli descartou a possibilidade de redução a curto prazo do preço da gasolina e do diesel para o mercado interno? O preço do barril do petróleo no mercado externo está 1/3 do valor de 1 ano atrás, mas ele insiste em discursar sobre a estabilidade no mercado futuro.
O que adianta ter uma empresa de economia mista, que se auto intitula "empresa patrimônio do povo brasileiro" se ela beneficia a poucos? Seria uma ideia a privatização da Petrobrás. Se hoje ela gera bons lucros da forma que está sendo gerida, imaginem então na mão de pessoas capacitadas e competentes.
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