13 de mar de 2017

Game Nostalgia: Fighting Masters (Mega Drive)


Antes do sucesso de Street Fighter II nos fliperamas, existiram alguns games de luta "versus" que já até fizeram sucesso antes da explosão do game de Ryu e companhia. Um exemplo disso era o Pit Fighter, que iniciava uma nova era de games utilizando screens de atores reais. Na mesma época, logo em seguida, um jogo de luta quis tentar parear de frente com Pit Fighter, mas com estilo de gráficos, luta e jogabilidades totalmente diferentes... aliás, não sei da onde tiraram a ideia de comparar Fighting Masters com Pit Fighter... tinha que ser mesmo aquelas revistas brazucas antigas de games mesmo...


Neste game, como veio antes do grande divisor de águas, esqueça as magias, dragon punchs e "kuzkuz" da vida. Os golpes especiais são tudo "agarrões" e basta apenas apertar um determinado botão com direcional para realizar tais golpes. Os controles são bem simples: um botão de ataque e outro de pulo (aliás, esqueça de pular usando direcional pra cima). Apesar dos controles simples, a jogabilidade é apenas regular, com os bonecos se movimentando de forma meio travada, principalmente na hora de pular atacando. Para fazer os agarrões mais fáceis, você tem que atordoar o oponente bastando dar um soco ou chute e em seguida, realizar os agarrões. Cada personagem possui de dois ou três tipos de agarrões... e falando em personagens, tirando um homem estilo wrestling e uma mulher de tonfas, o restante dos personagens é tudo "monstros", pois o cenário é uma Terra invadida por alienígenas e seres mutantes. Bom, história é o que menos importa aqui. Por isso, os personagens não são muito carismáticos.


Falando da parte técnica: gráficos não são dos melhores. Parece um meio termo entre 8 e 16 bits, sem muitos "sprites" nos lutadores. A parte sonora é ruim. Não há vozes e sim ruídos de golpes que parecem ser bate-estacas quando se leva um golpe especial. O barulho de sino de ringue logo após vitória de um dos lutadores é irritante e dá vontade de desligar a parte sonora por causa disso. Apenas as musiquinhas de fundo são relativamente regulares, mas isso não salva o som do jogo. Talvez apenas a parte da diversão não seja assim todo de mal, é até divertido estraçalhar o oponente nas primeiras fases, quando a dificuldade é baixa, e fazer um pilão que o cara pula uns 20 metros de altura é até engraçado, mas ao chegar nas lutas finais e até o chefão, cara, que irritante fica as lutas. Você não consegue direito fazer os agarrões, pelo contrário, é a CPU quem faz direto em você e o oponente fica tão rápido que você não consegue bater nele direito, e você com aquela lerdeza de movimento desde a primeira fase.



Resumindo, Fighting Masters é apenas para quem conheceu daquela época onde não tinha muita opção de games do gênero e queira matar saudades. Fazer comparação com Pit Fighter realmente foi muito infeliz da parte da revista, pois além de ser um esquema de luta totalmente diferente, Pit Fighter ainda é bem melhor (e olha que a jogabilidade era horrível). Por isso mesmo, um título que tentava prometer algo, acabou mesmo no limbo sem praticamente ninguém comentar sobre o jogo.





2 comentários:

  1. Eu nem tenho certeza se joguei esse de tão vaga é a memoria.

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    1. Com certeza, se jogou, é porque você não se impressionou na época. Eu só relembrei desse por causa de um gameplay de uns caras que fizeram atualmente, do contrário, nem tchum!

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